sábado, 2 de abril de 2016

Mudar de idéia não é um problema.

Em tempos de internet onde tudo fica registrado ou com a atual necessidade de autoafirmação, percebi que algumas vezes sentimos receio em tentar algo novo só porque algum dia dissemos que não gostávamos daquilo. Infelizmente passamos boa parte do tempo preocupados se nossas atitudes ou preferências serão bem vistas pelas outras pessoas e o quanto isso pode prejudicar nossa "imagem"


Imagem daqui


No ano de 2014 eu comecei a entender que não havia nenhum problema se eu mudasse de idéia sobre alguma coisa e isso me ocorreu com uma atividade casual como as minhas unhas dos pés. Eu simplesmente achava que era um absurdo usar esmalte colorido nos pés até que um dia eu acordei e pensei, por que não? No final das contas, depois desse dia, eu sempre uso esmalte colorido nos pés. Eu amava isso, só não sabia. A mesma coisa aconteceu com as botas porque eu falava para todo mundo que bota não tinha nada a ver comigo e que nunca ia usar. Resolvi comprar uma pra saber como era... Resultado: Fiquei uns 3 meses usando exaustivamente a coitada da bota porque me apaixonei por ela. 

Também foi em 2014 que eu resolvi deixar de lado a birra com os filmes d'O Senhor dos Anéis e O Hobbit que eu tinha por acreditar que "fã de Harry Potter não gostava da obra de Tolkien" (que coisa boba para se pensar), eu ainda não entendo muito sobre o universo criado por Tolkien, mas eu gostei muito dos filmes, inclusive fui assistir O Hobbit e a Batalha dos Cinco Exércitos no cinema e como um plus, fui sozinha que era mais um preconceito bobo que eu tinha. Sem contar que li O Hobbit e agora estou com os Livros d'O Senhor dos Anéis na lista de próximas leituras. Essa mudança me fez ter mais assunto com uma amiga querida que adora Tolkien, e não gostava de Harry Potter, então resolvemos conhecer o mundo da outra e as duas ficaram felizes.

Para não deixar de falar, também passei por algo assim na área gastronômica com aquela porção de lula frita que experimentei em Florianópolis depois de fazer cara feia e dizer que não gostava sem nunca ter comido. Adivinhem? Gostei. Se eu tivesse experimentado e não tivesse gostado, tudo bem também, estamos apenas tentando viver coisas novas. Quanto menos a gente se limita ou se cobra, menos a gente sofre por bobeira.

As mudanças continuaram acontecendo porque eu me permiti viver como acreditei ser melhor para mim sem ligar muito para o que os outros iam pensar. E isso vale para aquele artista que você falou mal em 2012, mas hoje não consegue parar de ouvir. SIM! Porque este ano voltei a pensar no assunto que agora virou este post por causa de um garoto chamado Justin Bieber que eu andei falando que não produzia música boa e ai agora não consigo parar de ouvir, estando inclusive na minha Playlist do Spotfy, onde vocês vão perceber que não fiquei preocupada com estilo, mas sim com juntar músicas que eu gostava. Escutar Sorry exaustivamente hoje não significa que eu não tenha opinião ou sei lá que tipo de rótulo a gente pode receber porque mudou de idéia. Significa apenas isso aqui: A Aline de 2012 não gostava de Justin Bieber, a de 2016 gosta. Fim. Sem drama, sem culpa, sem mudar a vida de ninguém que não seja eu.

Créditos na imagem


Essa nossa resistência a novas experiências é normal, mas não pode nos impedir de vez ou outra fazer algo que foge ao nosso costume, ou então nos deixar com medo de fazer algo novo e admitir que gostamos. Se limitar dessa forma só faz mal para nós mesmos e é uma crueldade enorme. Há um mundo a ser descoberto. Pessoas a serem conhecidas, sabores, filmes, músicas, estilos. Infinitas possibilidades de coisas que você pode descobrir se perder o medo de mudar de idéia, se não ficar receoso de dar o braço a torcer daquela opinião que você emitiu em 2001. O ser humano está (ou deveria estar) sempre evoluindo e essas mudanças significam que você amadureceu e enxerga aquele assunto com um olhar diferente agora. Se sentiu vontade de fazer algo, tente! Porque talvez ame aquilo, mas ainda não sabe disso porque está com medo de tentar.



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18 comentários:

  1. Engraçado você postar hoje sobre esse assunto. Essa semana passei 40 minutos com um amigo e a cada dez frases dele, nove eram sobre rótulos. Sobre o que ele era, sobre o que eu, de acordo com ele, era. Isso me chateia pelo simples fato de eu odiar esse tipo de coisa. Eu sempre tenho que me encaixar em algo que a sociedade impõe? Eu tenho que seguir o que os outros julgam ser o legal, o certo, o errado? Eu devo acreditar e aceitar o que julgam e o que me rotulam? Eu não posso ser só eu? Eu não posso me permitir em fazer as minhas escolhas?
    Isso tudo é tão desesperado!

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    1. Oi Dany! Fiquei muito feliz de ver seu comentário aqui!
      A questão do rótulo envolve muitas coisas, essa semana li em outro blog sobre isso e o quanto um rótulo não deveria definir ninguém.
      Está ok nós sermos quem somos, mas precisamos aceitar que mudanças são super bem vindas e fazem parte da nossa evolução. Não permitir que o colega mude de idéia é ser intolerante e não é bom viver assim. Assim como não nos permitir mudar de vez em quando é ser cruel com quem somos, estamos em constante mudança e sempre há espaço para algo novo. Se permitir é tão importante e sinto que cada vez mais as pessoas se sentem intimidadas com o julgamento alheio.

      Faça suas escolhas sempre, mude, experimente, livre-se do que não cabe mais e abra espaço para as novidades!

      Um beijão!

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  2. Mudar de ideia, ter novos pontos de vista sobre um mesmo assunto pode ser um sinal de amadurecimento ou de enriquecimento de informações. E rótulo é melhor deixar com os produtos, mesmo. Abraço!

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    1. Oi Fábio!
      Seu comentário resumiu o que eu tentei dizer no texto! Estamos sempre evoluindo e para evoluir não podemos permanecer sempre no mesmo lugar (nesse caso, pensamento). Podemos mudar sim! E é libertador quando entendemos que não vamos deixar de ser quem somos se fizermos algo que não nos é comum!

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  3. Adorei o texto, Aline, me identifique bastante com alguns pontos. O Justin Bieber principalmente HAHAHAHAH Legal mesmo é ler isso, me identificar e saber que isso é sinal que estamos nos entendendo melhor, nos permitindo mais e amadurecendo com isso.

    Um beijo grande!
    Heeey, Maria! | Fanpage

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    1. Oi Ray, a vida é assim mesmo, movimento sempre. Demorou pra eu entender isso, que não tinha problema eu querer fazer uma coisa diferente de vez em quando, não deixaria de ser eu por estar fazendo aquilo, muito ao contrário, estaria evoluindo.
      Que bom que você se identificou com o que quis dizer aqui, é um sentimento tão bom quando a gente se dá conta disso, né?
      Sobre o Justin Bieber, todos os dias digo Sorry pra ele hahahaha.

      Beijos.

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  4. Eu estou apaixonada pela forma que tu escreve <3
    Eu estou cada vez mais me deixando experimentar coisas novas, arriscar, testar. Acho isso é uma das coisas mais legais de estar viva: mudança, transformação, movimento.

    Aliás, ao contrário de você, minha situação é: A Juliana de 2012 gostava de JB, a de 2016, não, haha.

    Blog Entretanto

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    1. Nossa, que coisa boa de se ler *-*. Obrigada!
      Continue se permitindo experimentar o novo, mudando quando houver vontade ou necessidade. A sensação é ótima quando a gente se permite!

      Sobre JB, essas músicas novas me pegaram, não teve jeito hahaha


      Um beijo!

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  5. Super me identifiquei com seu texto.
    Acredito que quando somos mais novos temos uma certa resistência a mudar de ideia, de planos, de amigos, enfim, qualquer mudança nos assusta ou ameaça, mas depois que vamos amadurecendo percebemos que é normal e até saudável mudar de ideia.
    Beijo

    www.tecontopoesia.com

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    1. Isso mesmo Camila, mesmo porque o mudo só muda quando a gente muda. Não gostamos de aceitar certos clichês, mas eles existem. Não acredito que seja possível alguém pensar exatamente do mesmo jeito durante uma vida inteira, precisamos mudar as vezes.

      Um beijo!

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  6. Oi Xará, tudo bem? *-*
    Que post hem?
    Tudo o que você escreveu me identifique, referente a gostar de HP, e nunca ter visto Senhor do Anéis, mudei isso apos assisti O Hobbit, e ter amado demais o filme, agora virei fã.
    Acho que antigamente eu tinha muito isso de ligar para o que os outros iriam dizer dos meus gostos, ou coisa do tipo, mas hoje em dia nem ligo, essa semana mesmo estava ouvindo Hevo 84 que a 6 anos atras tinha vergonha de dizer que gostava.
    A vida é muito curta para perder tempo ligando para opinião alheia.
    Muito sucesso viu? Adorei seu cantinho.
    Beijos
    Leitura Nossa

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    1. Oi Line,
      Eu também escutava muito Hevo 84, outro dia achei umas músicas aqui e fiz a festa! Estamos aqui para viver, caso contrário não haveria sentido, não é? Não temos outra vida e é nessa que temos que descobrir do que gostamos, mas isso só se descobre tentando mesmo!

      Foi O Hobbit que me levou para o universo de Tolkien, mas apesar de ter até meu colar d'A Estrela Vespertina eu ainda sou uma iniciante haha.

      Um beijo!

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  7. Oi, moça do nome bonito!
    Adorei a tua escrita e concordo extremamente com o que você falou, me identifiquei muito. Estamos sempre em constante mudança e nos prendemos a medos ilógicos.
    Conheci seu blog agora e já estou encantada, estou seguindo.
    Beijos!
    Borboletas de Papel | Fanpage

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    1. Oi Aline, gostei do nome também! :)
      Assisti um filme hoje e tinha uma frase assim: "Só devemos ter medo do medo" e é isso mesmo. Se permitir é a chave, não é?

      Um beijo!

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  8. "Quanto menos a gente se limita ou se cobra, menos a gente sofre por bobeira." Nossa Aline, que texto maravilhoso!!! :)
    Estou em uma fase dd minha vida que estou exatamente com medo de certas mudanças! Estou praticamente certa de querer mudar de curso na universidade, mas o velho medo de mudar, de arriscar algo novo ainda está me prendendo. E ler esse texto agora me fez muito bem, de verdade.
    Obrigada! ♡
    Www.liulustosa.blogspot.com.br

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    1. Lilian, que comentário lindo de ler ❤. Obrigada!
      Sobre seu momento, o medo é algo normal quando a gente tá saindo de uma situação que a gente tá acostumado ou confortável. O que não devemos é permitir que ele nos impeça de tentar algo quando queremos. Eu não posso te dizer para mudar ou não de curso, mas posso te dar uma dica de um exercício que eu pratico quando chego a um desses dilemas como o seu. Senta uma hora com calma e escreve num papel os prós e os contras de mudar de curso e os de não mudar. Aí você lê aquilo é pensa o que você acha melhor para você no seu coração... Depois que decidir, você olha os contra da decisão uma última vez e joga fora e guarda a lista de prós com você pra você sempre se lembrar do porque tomou aquela decisão quando surgir alguma dificuldade e se agarrar nos seus motivos. Mas caso lá na frente você mude de idéia, sem problemas também! Senta de novo e reavalia.

      Não somos uma coisa estática. A vida é essa coisa linda cheia de movimento e possibilidades!

      Espero ter ajudado. E fiquei feliz de verdade por você ter se identificado com meu texto

      Um beijo!

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    2. Aline, que idéia maravilhosa! É exatamente isso que vou fazer, pois preciso tomar essa decisão pra já e não estava sabendo nem por onde começar! De coração, esse seu post me ajudou muito! E com certeza a vida é essa coisa linda e cheia de movimento e possibilidades!
      Gratidão pelo seu post! ♡♡
      Grande beijo,
      Lílian
      Www.liulustosa.blogspot.com.br

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  9. Lilian,
    Obrigada pelo carinho, mesmo!
    Espero que dê tudo certo com sua escolha!

    Um beijão!

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