sexta-feira, 23 de março de 2018

[RESENHA] O ano em que disse SIM! - Shonda Rhimes



Título: O ano em que disse SIM - Como dançar, ficar ao sol e ser a sua própria pessoa
Autora: Shonda Rhimes
Tradução: Mariana Kohnert
Editora: Best Seller (Grupo Editorial Record)
Ano da Minha Edição: 2016
Páginas: 256
Avaliação: 5 estrelas

Sinopse: Você nunca diz sim para nada. Foram essas seis palavras, ditas pela irmã de Shonda durante uma ceia de Ação de Graças, que levaram a autora a repensar a maneira como estava levando sua vida. Apesar da timidez e introversão, Shonda decidiu encarar o desafio de passar um ano dizendo sim para as oportunidades que surgiam. Os sins iam desde cuidar melhor de sua saúde até aceitar convites para participar de talk shows e discursos em público. Além disso, Shonda deu um difícil passo: dizer sim ao amor próprio e ao seu empoderamento. Em O Ano em que disse sim, Shonda Rhimes relata, com muito bom humor, os detalhes sobre sua vida pessoal, profissional e como mergulhar de cabeça no Ano do Sim transformou ambas e oferece ao leitor a motivação necessária para fazer o mesmo em sua vida.
Vou tentar escrever aqui sem dar spoiler, mas não garanto 100%, ainda assim acho que vocês deveriam ler o que achei desse livro, sério!

A EDIÇÃO: Li o livro no meu Kindle Paperwhite, o que me facilitou muito a leitura, já que qualquer minutinho era só puxar o Kindle da bolsa, ou caso estivesse sem ele, lembrar de sincronizar o livro para todos meus dispositivos e seria possível ler do celular!

RESENHA: Shonda Rhimes é praticamente uma lenda, tenho certeza que mesmo quem nunca ouviu falar dela, já ouviu falar de algum dos seus trabalhos, como Grey's Anatomy, por exemplo, que foi por onde eu conheci o nome Shonda! Pois bem, ela é um gênio, mas um gênio assustado, não gosta de aparecer, não quer ser entrevistada, não quer de forma alguma sair da sua zona de conforto. Shonda é uma mulher incrível que tem medo da vida.

Depois de uma conversa com a sua irmã mais velha ela se dá conta de de fato nunca diz sim pra nada e decide que durante um ano dirá sim para tudo que a assusta, tudo aquilo que a desafie, ela dirá SIM! Durante esse ano ela descobre muito sobre si, suas relações com as pessoas, com o mundo e com seu corpo e mente.

"Vou dizer 'sim' a tudo e a qualquer coisa que me apavore. Durante um ano inteiro. Ou até que eu morra de medo e você precise me enterrar. Ugh."

Shonda coloca em discussão questões como carreira, maternidade, feminismo, relacionamentos, amizade e uma porção de outros assuntos. E a forma como ela fala, faz com que a gente perca um pouco aquela visão de que todas as pessoas que são famosas são 100% seguras o tempo todo. Shonda tem um talento e ela sabe disso, mas ela também tem um monte de medos com os quais ela se recusa a lidar. Durante esse ano ela resolveu que não mais se esconderia do que a assustava.

E a cada vitória dela a gente vibra junto, sente que é sim possível mudar e ter a vida que queremos e merecemos. Todas as vezes em que ela disse sim (e isso não foi fácil, não veio sem que ela quisesse desistir), nós também dizemos um sim e comemoramos com ela. Isso é fascinante neste livro. As vezes vamos rir com as coisas que ela diz e as vezes vamos pensar "MEU DEUS ISSO FOI DITO PRA MIM, Shonda você não estava sozinha".

"Ninguém tem obrigação de elogiar você.
As pessoas fazem isso por bondade.
Fazem porque acreditam no elogio que oferecem.
Então, quando você nega o elogio de alguém, você está dizendo à pessoa que ela está errada. Está dizendo que ela desperdiçou tempo. Está questionando o gosto da pessoa e o bom senso dela." 

Em um determinado momento ela fala sobre sua relação com uma personagem em especial, o que a personagem representa para ela. E algumas outras coisas que ela aprendeu nesse ano, para quem assistiu suas séries (eu só assisti Greys e um pouco de How to Get Away With Murder) vai acabar reconhecendo momentos em que ela falou sobre isso através de seus personagens.

"A pose do poder da Mulher-Maravilha é quando você fica de pé como se fosse valentona - pernas afastadas, queixo erguido, mãos nos quadris. Como se fosse a dona da situação. Como se tivesse braceletes mágicos de prata e soubesse usá-los. Como se sua capa de super-heroína estivesse oscilando ao vento, atrás de você."


E ah, não é um livro só contando coisas tristes sobre a vida dela ou então sobre como é super fácil você superar todos seus medos e sair dizendo SIM para tudo. É um livro sobre a dificuldade de sair da zona de conforto, sobre como as vezes precisamos chegar a um ponto crítico para percebermos que precisamos de uma mudança. E mais importante: É um livro pra gente entender que nunca é tarde para começar essa mudança!

"É um dos motivos pelos quais as pessoas parecem confortáveis em pedir favores aos quais não têm direito. Elas sabem como é difícil dizer não."

O fato é que um livro diferente dos livros que eu costumo ler e eu AMEI ter começado meu ano com ele, acho que vou ler todo começo de ano porque me trouxe várias lições que eu tenho tentado aplicar na minha vida. Essa também é uma resenha diferente das resenhas que já escrevi, ainda assim eu fiz questão de postá-la mesmo tanto tempo depois de ter lido o livro porque falei dele pra um monte de gente, preciso divulgar esse livro!!!

Vocês já leram esse livro? O que acharam? Ficaram com vontade de ler? Vamos conversar sobre isso nos comentários?

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domingo, 18 de março de 2018

Sobre passar no vestibular

Quem leu aquele post no começo do ano em que eu falei das resoluções e do meu preceito vai lembrar, ou talvez não (hehe) de que eu falei sobre voltar a estudar. Já é uma vontade antiga, desde quando terminei a minha primeira graduação em Tecnologia em Polímeros lá em 2013 (quando de fato eu apresentei o TCC) eu tinha me comprometido a tirar um ano de "férias" dos estudos para focar em aprender a área que eu trabalharia já que estava iniciando em um emprego novo, onde estou até hoje. Enfim, em 2015 eu "terminei" o curso de inglês e já fazia um bom tempo que eu estava sem estudar. Até então isso estava justificado por causa dos meus problemas emocionais, crises de ansiedade e tudo relacionado a isso.



No final do ano passado eu já estava mais decidida de que estava na hora de voltar, mas ainda tinha muito medo de ir pra sala de aula e surtar com todas as responsabilidades, mesmo porque eu trabalho em escala de turno de revezamento e pra quem não sabe o que é isso eu vou resumir rapidinho aqui:

Eu tenho uma escala de dias em que vou trabalhar e vou trocando de horário em dias determinados, então as vezes estou trabalhando de manhã (das 7h as 15h), as vezes a tarde (das 15h as 23h) e as vezes durante a noite (das 23h as 7h). Eu sei quando estarei trabalhando em cada horário e isso me ajuda a me organizar para várias coisas, mas eu não fazia idéia de como seria para estudar. Se quiserem saber mais sobre meu trabalho, perguntem nos comentários, vou adorar responder!

Além disso, eu não tinha certeza ainda sobre qual curso escolher. Tudo o que sabia é que não iria para a pós agora, eu tentaria uma segunda graduação porque eu achei melhor assim. E mesmo com várias pessoas me dizendo para procurar a pós eu bati o pé que faria uma graduação. Porém qual?

Em algum momento eu comecei a ler sobre as graduações na modalidade de ensino à distância (EAD) e me lembrei de uma época em que eu achava que não fazia sentido estudar sem ser presencial e esse foi o ponto em que eu me vi vencendo um preconceito antigo. Pesquisar sobre essa modalidade de ensino me fez entender que a dedicação do aluno precisa ser muito maior do que em um curso presencial, pois se você não sentar e estudar, ninguém vai ficar falando o conteúdo da matéria para você... E isso ficou passando pela minha mente. Verifiquei quais os cursos eram ofertados e quais instituições ofereciam esses cursos, mas demorou bastante até eu decidir de fato.

Dos cursos ofertados na modalidade à distância o que mais me chamava a atenção era o de Engenharia de Produção porque em 2010 eu pesquisei sobre esse curso e achei fantástico o quanto ele é amplo. Das engenharias eu sempre gostei mais de Produção e Materiais, mas como não é possível estudar Engenharia de Materiais a distância eu fiquei com Produção.

Sobre o curso: Forma o profissional capaz de observar os processos organizacionais com visão sistêmica e integrada, de analisar e de propor soluções para questões complexas, reunindo competências que integrem formação tecnológica em Engenharia de Produção, com a formação humanística além da necessária instrumentação numérica, quantitativa e computacional, mas sempre observando o desenvolvimento sustentável das organizações.

Em dezembro um amigo me falou que a Univesp tinha aberto processo seletivo e após pesquisar sobre a Universidade eu me inscrevi. Então quando eu escrevi aquele post eu já estava inscrita para prestar o vestibular. A Univesp é uma faculdade pública do Estado de São Paulo que oferece cursos a distância. Para quem quiser saber mais, clica aqui.

Fiz a prova em janeiro depois de estudar um tanto aqui em casa (ponto pra mim que nunca tenho disciplina pra nada rs). E em fevereiro saiu o resultado com a notícia de que eu fui aprovada! Fiquei super feliz porque isso veio numa semana em que eu precisava mesmo de boas notícias.

Eu estou bem confiante de que vai ser importante pra mim estudar nessa modalidade, utilizando tecnologia para aprender e principalmente desenvolvendo minha organização e disciplina, que são metas antigas ai para meu aperfeiçoamento como pessoa! Então é isso, vou estudar Engenharia de Produção na modalidade EAD. E o mais legal, em uma universidade pública, que além de trazer qualidade de ensino devido as "parcerias" com as outras universidades públicas do Estado (USP, UNICAMP, UNESP), também tem o fator econômico envolvido, o que também pesou na decisão de me inscrever para o vestibular.

Já comecei o curso e em breve eu volto contando o que estou achando disso tudo e falando mais sobre a experiência de estudar à distância. Só queria dividir a novidade mesmo e dizer que as coisas estão caminhando e eu estou FELIZ, como eu não me sentia há algum tempo. Achei que seria importante escrever aqui.

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