segunda-feira, 25 de abril de 2016

As mentiras que nos contam...

Imagem daqui

Disseram que nós tínhamos que seguir alguns padrões que eles chamam de certos. Disseram qual era nosso corpo ideal, o tipo certo de corte para o meu tipo de rosto e qual roupa combinava com meu tipo de corpo... Nos pediram para andar todos em linha reta, uniformizados e com a mesma atitude. Nos disseram que deveríamos ouvir um determinado tipo de música, gostar apenas de um tipo de comida e consumir apenas o que era tendência.

Eles tentam nos colocar dentro de caixas com rótulos para que a gente acredite que é apenas aquilo ali e não pode nunca ser mais, nunca sair da caixa. Eles nos calam e aprisionam. Derrubam nossa auto-estima com tantas regras que só eles conhecem e nos fazem acreditar que devemos seguir toda aquela receita sobre como ser alguém de sucesso.

Eles nos dizem que se nós emagrecermos ficaremos lindas quando na verdade nós já somos lindas. Dizem que não podemos comer aquela pizza com os amigos porque iremos engordar e ninguém merece sair da dieta por causa de um momento feliz com amigos uma pizza e nos fazem acreditar que estão falando sobre saúde quando na verdade é só mais um pouco daquele discurso sobre padrão de beleza. Falaram que se nós não tivermos esse ou aquele objeto não seremos felizes. Mas que só poderemos ter se for apropriado para nosso "estilo", caso contrário não irá combinar, será... Como chamam? Brega? Fora de moda? Não sei mais qual a última palavra que inventaram...

Nos separam por categorias como se fôssemos objetos. Nos dizem o que comprar, o que comer, o que vestir e pra onde ir. Nos falam até quem deve lavar a louça após o jantar, nos tirando todo e qualquer direito de escolher... Nos mandam para as clinicas de cirurgias estéticas, para o salão de cabeleireiro e para o shopping para mudarmos nossa casca enquanto tentam mudar nossa essência com mais e mais mentiras sobre o que DEVERÍAMOS ser. E se pararmos para pensar com calma (o que eles não querem de forma alguma) vamos descobrir que nunca vai estar bom o suficiente, que o padrão é inalcançável e vamos sempre estar fora dele não importa quanto esforço a gente faça.

Nos fizeram acreditar que devemos viver em constante guerra com o mundo para provar que somos melhores que os outros quando na verdade ninguém precisa ser melhor que ninguém. Podemos nos destacar por várias coisas, aquelas que são particularidades da nossa personalidade, mas todos têm pontos fortes, e por sermos diferentes não precisamos viver nessa disputa sem sentido o tempo todo, dá pra viver em paz, sério!

Eles disseram que nós tínhamos de fazer muito esforço para nos encaixar em algum padrão, grupo ou categoria, mesmo que isso nos tranforme em algo que nós não somos, mas não é verdade. Não somos Matrioskas que precisam ser encaixadas uma dentro da outra. Não precisamos nos encaixar em nada, porque quando compramos essa idéia, estamos apenas nos enfiando dentro de uma casca de coisas que por mais que pareça com a gente, é só um monte de mentiras que distancia quem somos de verdade da vida que poderíamos ter, caso não estivéssemos perdidos no meio de tantos padrões.


Nós não devemos ser nada diferente daquilo que pede nosso coração. Não devemos fazer nada diferente daquilo que é nosso propósito. Se nossas obrigações legais (sim, as previstas por lei) estiverem em dia, ninguém tem o direito de tentar impor nenhuma regra sobre quem devemos ser. Podemos e devemos consumir o que queremos e como quisermos se for o que faz nosso coração feliz. Podemos fazer tudo o que quisermos independente se isso for cool ou não. Somos livres e cada um de nós é maravilhoso ao seu modo então se tentarem nos dizer o contrário é só mais alguma mentira que estão nos contando. 



Este texto faz parte da blogagem coletiva do Projeto Escrita Criativa que reúne escritores e blogueiros. É meu primeiro texto para o projeto. O tema para Abril é "As mentiras que nos contam".



Siga também por aqui: Facebook / Bloglovin / Pinterest / Instagram / We ♥ it

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Como eu organizei meus documentos e papéis

Esta postagem faz parte do projeto 101 coisas em 1001 dias.
Quando eu comecei a montar minha lista, escolhi metas que eu acreditava que me trariam algum benefício, tanto na questão das sensações e aprendizados quanto em qualidade de vida e nessa parte eu percebi que eu precisava ser pelo menos um pouco organizada, já que não era nada! Então decidi que queria tirar um dia para organizar minha gaveta (sim, você leu direito, eu tinha uma gaveta) de documentos e papéis que eu acreditava serem importantes. Mas tudo estava jogado na gaveta, porque antes tinha uma pasta, mas sempre que eu tirava algo da pasta eu não devolvia e também havia alguns saquinhos com contas e faturas pagas que eu conseguia pelo menos manter no saquinho, mas ainda assim desorganizadas. Aquilo me incomodava, mas eu não tinha disposição para arrumar. Como fiz disso uma meta, tive que me inspirar e fazer... Vou contar como eu fiz porque talvez sirva de inspiração para alguém. Ah, tudo foi feito em duas etapas.

Vale lembrar que algum tempo antes eu fiz uma pesquisa sobre o tempo pelo qual eu deveria guardar os comprovantes de pagamentos por questões legais e tudo mais, porque não dá pra sair só jogando tudo fora, né? Ah, também comprei uma pasta daquelas com divisórias para guardar os documentos. Na Kalunga, ela custa R$ 12,00. Mas se você quiser fazer a sua, encontrei até um passo-a-passo!



(Foto: damasklove.com)


Coloquei minha playlist do Spotfy (aquela que tem até Justin Bieber hahaha) e tirei tudo o que estava na gaveta. Sabendo o que eu precisava guardar, fui somente tirando o que iria para o lixo, ou seja, as contas antigas, papéis aleatórios que guardei por razões que hoje desconheço e etc. Eu juro que tive a curiosidade de saber quanto papel estava saindo da minha vida gaveta então subi na balança com as 3 sacolinhas de bagunça e depois sem elas e olha, fiquei mais de 1kg mais leve! Pode não parecer, mas é muita coisa! Então cansei e coloquei o que era da pasta na pasta, e o resto voltou para os saquinhos e tudo para a gaveta para esperar minha coragem de terminar o serviço!

Sabe aquela minha idéia de no primeiro dia fazer só o descarte? Percebi que isso foi de certa forma um erro porque eu deveria pelo menos ter separado o que ficou por tipo, mas ok, não vamos chorar pelo leite derramado! No segundo dia eu peguei tudo da gaveta e comecei separando as contas por tipo já fazendo "montinhos" dos anos e em ordem. Exemplo: todas as contas de telefone, todas as faturas do cartão. Porque até então eu não lembrava que todos os anos, na fatura que tem vencimento em maio, as empresas têm obrigação por lei, de enviar ao consumidor a declaração anual de quitação de débitos. E essa declaração substitui todas as contas do ano anterior, o que economiza espaço e tempo procurando, caso você precise. Legal, né? Pois bem, eu havia separado os bolinhos de contas, depois peguei tudo o que era de um mesmo ano e coloquei em um saquinho identificado, agora de posse da nova informação, vou deixar apenas as declarações. Tudo isso ficou guardado em uma pasta.

Sobre os documentos, certificados, etc eu organizei na pasta sanfonada com divisórias identificando as abas de acordo com o que havia dentro. Exemplo: Recibos para IR 2017. Declarações antigas (lembrando que devemos guardar pelo menos as últimas 5), Certificados escolares, Certificados cursos, etc. Encontrei uma forma que funcionava para mim.

Resumindo: Eu tinha uma gaveta cheia de coisas jogadas e agora tenho duas pastas e um espaço livre naquela gaveta. Já tive a oportunidade de testar essa nova organização e fiquei muito feliz por encontrar o que precisava sem precisar revirar toda a gaveta. Meta concluída, agora é só manter! E o que eu percebi com isso? Que eu gastei ali umas 3 ou 4 horas para organizar tudo, mas agora eu vou economizar muito tempo quando precisar de qualquer coisa dali. E tempo é algo precioso!

Como vocês organizam seus papéis? Têm alguma dica para me dar? 



Siga também por aqui: Facebook / Bloglovin / Pinterest / Instagram / We ♥ it

segunda-feira, 18 de abril de 2016

7 motivos que me faziam abandonar meus projetos

Eu não sou alguém com uma lista de projetos bem sucedidos, na verdade eu estou sempre abandonando ou desistindo de projetos e idéias que muitas vezes não chegaram nem ao papel. Essa semana pensei muito sobre projetos passados que abandonei porque eu estava definindo os objetivos para os próximos dias e percebi que eu estava fazendo tudo errado antes. Desse pensamento e de tudo que aprendi na vida recentemente saiu uma lista (a maluca das listas aqui!) com as razões pelas quais estava desistindo de projetos e planos e decidi postar aqui, já que ela pode ajudar alguém que esteja na mesma situação. Lembrando que esta lista foi elaborada com base na minha experiência e o que é verdade para mim pode não ser para todos, o mesmo vale para as dicas que resolvi colocar junto com os ítens.
Outra nota importante aqui: Eu estou usando a palavra projeto, mas essa lista serve para planos diversos ou objetivos que ainda não foram transformados em um projeto, ok? Vamos lá. É textão, e pode parecer que é tudo uma mesma coisa, porém as vezes não estamos enxergando onde estamos errando e é exatamente em uma dessas variações ai.



Imagem daqui

1. Eu queria abraçar o mundo (e as vezes ainda quero!)

Nossa cabeça está sempre cheia de idéias e vontades e com a informação tão fácil e tantas pessoas e sites nos inspirando (Pinterest ♥) acabamos passando muito tempo pensando em como poderíamos fazer isso ou aquilo, além das nossas próprias necessidades na fila de "coisas para realizar". Mas todos nós temos um limite e ele é diferente para cada um, portanto quando tentamos fazer coisas além desse limite, pode apostar que algo não está sendo feito como deveria.
Vou usar meu exemplo aqui: Eu quero aprender violão e fotografia, mas além disso eu preciso aprender a dirigir (é uma necessidade sim) e esse mês comecei a treinar uma área nova no trabalho que eu preciso aprender também e ah, adicione nessa lista o fato de que eu estou planejando uma viagem ao exterior. Foi assim que eu quase enlouqueci, não conseguia fazer nada e a lista de pendências só aumentando.
O que eu fiz / estou fazendo? Reorganizei minhas prioridades e decidi o que podia ficar para um outro momento. Pois além dessas novidades, já tenho minhas outras necessidades e obrigações. Agora as coisas estão caminhando com mais tranquilidade. E esta é a dica aqui, definir as prioridades e as outras tarefas irão entrando no foco quando as prioridades forem se concretizando.

2. Eu não tinha tempo para novos projetos.

No ítem anterior falei de limite para quantidade de tarefas. Agora eu falo do limite de tempo, não dá para querer iniciar um projeto onde vou precisar das manhãs se eu não tenho manhãs livres.
Meu exemplo: estou ensaiando iniciar uma atividade física e de todas que já tentei  a que mais me agradou foram as corridas/ caminhadas matinais. Porém, eu estou num momento de check-ups e resolvendo pendências médicas e essas coisas acabam ficando para o período da manhã. Eu realmente não vou conseguir fazer tudo num mesmo momento.
O que eu fiz/ Dica: avaliei minha agenda e sei quando devem acabar essa temporada de médicos, dentistas, e tudo o mais. Então vou colocar como prioridade caminhar pela manhã e tentar marcar outros compromissos para o período da tarde quando for possível. Sem stress.

3. Eu criava regras impossíveis de cumprir.

Eu não estou dizendo que um projeto não deva ser desafiador, porque normalmente é, principalmente por ser algo novo. Mas como tudo nessa vida precisa de regras, precisamos ser cautelosos na hora de estabelecer as regras para aquilo que queremos realizar. O que eu quero dizer aqui é que ele tem que ser possível dentro das nossas limitações e possibilidades para evitar frustrações é desistências.
Meu exemplo: Para esse ano e para os próximos, o Inventando Assunto é meu projeto. Logo que sentei para definir o que eu queria com ele, pensei em definir um nicho (inicialmente seriam livros) e só falar disso aqui. Mas isso já me desanimou porque eu não tenho lido tanto quanto gostaria e não ia postar com frequência, além de estar amarrada a não poder falar de muitas coisas e isso quase me fez desistir.
O que eu fiz/ Dica: Fiz uma lista sobre coisas que eu queria falar e motivos pelos quais queria criar o blog e entendi que poderia sim ser um blog pessoal para falar da minha vida e experiências e ai caberiam os livros, filmes, e etc. Percebi que eu queria falar de vários assuntos, assim o blog ganhou nome, personalidade e não tem faltado assunto. E essa é a dica, precisamos nos conhecer e saber o que estamos buscando para que então possamos definir os pequenos desafios e se conseguirmos cumprir nossas próprias regras poderemos então colher os frutos.

4. Eu me cobrava demais quando alguma coisa dava errado

Lembra quando falei sobre criar regras que eu não ia cumprir? Sabe o que acontecia quando eu não conseguia realizar tudo aquilo? Eu me frustrava, enlouquecia, achava que estava tudo uma porcaria e desistia. Sim, essa era eu. A gente quer ver as coisas dando certo e quando elas não caminham para onde esperamos, bate um desânimo mesmo. 
Meu exemplo aqui é: Quase todas as situações em que a realidade não atendia minhas expectativas. Praticamente todas as vezes em que eu fiz uma lista de metas a cumprir e não consegui cumprí-las. Além da vontade de jogar tudo pro alto, sempre aparecia uma grande dose de auto-punição e isso sempre foi ruim.
O que aprendi/ Dica: Em todas as situações precisamos respeitar nossos limites, e isso exige algum autoconhecimento. Mas além disso, quando exigimos muito de nós mesmos temos que saber que nem sempre tudo vai sair exatamente como planejado, então é a hora de sermos flexíveis e não nos condenarmos. Permitir uma reavaliação do plano e se sentirmos necessidade, mudar de idéia.

5. Eu não planejava

Por mais que eu seja uma pessoa dedicada, sou também alguém que sofre um pouco com o imprevisto, portanto quero ter algum controle sobre determinadas situações, mas minha habilidade nata para a procrastinação e facilidade em sair do foco (astrologia says hello) não me deixava planejar. Não era nem falta de vontade, era falta de ferramentas e conhecimento. Hoje eu tenho uma noção bem maior do que quero e já consigo fazer até algum tipo de planejamento de longo prazo, o que é uma vitória, já que eu mal conseguia planejar o dia seguinte. É bom viver sem se cobrar, mas para nossa sanidade, esse estilo "Deixa a vida me levar" de ser precisa ter alguns limites se não as coisas saem do controle, vai por mim.
Meu exemplo: Como eu não conseguia planejar minhas tarefas eu acabava fazendo sempre o que era mais urgente, deixando todo o resto de lado. Sem contar que eu decidia que ia fazer uma coisa e não parava para definir quais os passos para alcançar aquele objetivo.
O que mudou/ Dica: Hoje, além de eu usar ferramentas que me ajudem a organizar minhas tarefas (já falei do Google Keep aqui e até o final do mês teremos um post com as lições aprendidas com o Bullet Journal), eu paro para definir quais as etapas até alcançar o objetivo. Foi assim com o Inventando Assunto, e as coisas estão acontecendo conforme o esperado (sim, ele tem um mini plano de vida!). Assim como a minha lista de 101 coisas para fazer em 1001 dias, onde as metas com atividades periódicas eu já desenhei em que meses desse ano eu irei realizá-las, assim não as perco de vista. A idéia aqui é escolher uma ferramenta que nos atenda e definir pequenas etapas, por exemplo: Se o projeto depender de um investimento, é necessário definir qual a quantia eu preciso guardar por períodos que eu vou definir no meu planejamento e por ai vai. Sem contar que depois que a gente pega gosto, planejar se torna uma atividade muito divertida.

6. Eu não me conectava com meus projetos

Tudo o que fazemos nessa vida depende do nosso comprometimento e da nossa entrega naquela atividade. Quando decidimos começar algo novo é necessário que estejamos conectados com isso para que nossa entrega seja a melhor possível e o principal, que ela carregue nossos objetivos ali. E isso faltava em mim, as coisas estavam numa lista de pendências e eu não conseguia me concentrar, porque não estava envolvida, não entendia o propósito de nada, eram vontades aleatórias que surgiam e eu queria transformar em projetos, mas sem conexão isso não funcionava.
Nesse ítem eu vou pular direto para a dica, ok? Na etapa de planejamento e até antes, na concepção da idéia é necessário se fazer algumas perguntas, por exemplo: O que eu quero com esse projeto? É um sonho? O que isso vai mudar na minha vida? E por fim: Como deixar minha marca nele? São perguntas interessantes para se fazer e eu só encontrei uma resposta para essa última: Só é possível com entrega, conexão e se a gente realmente viver aquele projeto ou plano.

7. Eu não estava me divertindo


Eu lembro que na escola eu tirava de letra atividades que envolviam leitura porque não tratava como obrigação, eu amo ler desde os 4 anos de idade, quando aprendi então eu me divertia fazendo os trabalhos de literatura. E isso é essencial para a vida. Mas não conseguia me divertir quando iniciava um projeto, sabem por quê? Porque eu colocava um monte de regras e aquilo virava uma obrigação, e ai eu me entediava, tentava fugir das tarefas, virava um caos.
Meu exemplo: Eu comecei em 2014 um projeto de vida saudável. Entrei pra academia, mas aquilo não era algo que eu me sentia bem fazendo então logo virou uma obrigação e eu não conseguia me sentir feliz na academia. Resultado? Abandonei.
Como solucionei? / Dica: A única atividade que eu gostava na academia era a esteira. Mas eu não gostava de ir para a academia, então defini que ia correr / caminhar na rua, o que devido minha preguiça foi colocado em prática em 2015 durante alguns meses, mas será retomado, como já foi dito acima. O "lance" aqui é encontrar diversão mesmo nas atividades que sejam obrigação. E quando não for uma obrigação, for somente uma tarefa dentro de um projeto, não transformar isso em algo que você só esteja fazendo porque disse que ia fazer. E isso vale para tudo na vida, devemos encarar as coisas com seriedade e comprometimento, mas você pode fazer tudo de uma forma que seja divertida para você, então comemore os avanços, saiba rir de si mesmo quando algo não acontecer exatamente como o planejado, encontre outro caminho, mas transforme seu projeto e tudo o que você fizer em algo que seja prazeroso para você, porque pode acreditar que a energia que a gente coloca nas coisas é transmitida para todos que têm contato com aquilo e a gente só quer transmitir energia boa, certo?

Você se identificou? Quer acrescentar algo a essa lista?

Siga também por aqui: Facebook / Bloglovin / Pinterest / Instagram / We ♥ it

domingo, 17 de abril de 2016

Estamos Cheios de Novidades!

Passei aqui rapidinho para contar algumas das novidades que estão acontecendo por aqui. A primeira delas, como vocês podem ver é o visual do blog que mudou! Eu já estava ensaiando essa mudança desde o começo porém fui deixando pra lá e aquele layout do blogger foi ficando aqui e até eu estava acostumada com ele. Mas agora eu consegui depois de muita luta editar uma imagem simples para usar aqui e também mudei as formatações. Agora as coisas estão como eu tinha planejado lá no dia em que pensei nesse blog, ou pelo menos estão chegando perto.

Banner Lindão ♥

Junto com o banner, o blog agora também ganhou uma página no facebook. 



E a última novidade é que em breve o Inventando Assunto vai ser inventandoassunto.com! Isso mesmo, estou terminando os detalhes para a migração para o domínio (estou aprendendo, né?), porém no começo, caso vocês acessem o blog por um link com o endereço antigo talvez vocês vejam uma tela de redirecionamento do blogspot, mas pode continuar na página que eu vou estar esperando cheia de assuntos pra gente papear!
Tudo isso faz parte do meu projeto de levar esse blog a sério e fazer dele um espaço especial para todos nós.

Eu estou muito contente com todas essas novidades. O que vocês acharam da nova decoração da casa?

Siga também por aqui: Facebook / Bloglovin / Pinterest / Instagram / We ♥ it

quinta-feira, 14 de abril de 2016

É preciso dizer não.

Eu fujo do conflito desesperadamente. Eu nem precisei ir à terapia para entender isso, foi o sintoma que me fez procurar ajuda, foi minha dificuldade absurda de me posicionar que estava me sufocando. Eu fazia (ou faço) de tudo para não incomodar, não irritar, não deixar ninguém chateado, mas eu me dei conta que estava perdida dentro de uma nuvem de coisas que eu queria dizer e não disse.

Imagem daqui

Cada não que eu deixei dizer me levou a sofrer algum tipo de abuso mais tarde. Eu não estou aqui dizendo que a culpa de tudo é minha, mas eu entendo minha parcela de responsabilidade nas coisas que eu permiti que fizessem comigo quando não me posicionei de forma adequada e em todas as vezes em que não disse aquele "não", ou que não pedi para que alguém parasse de agir de uma determinada maneira.

Outro dia a Maki escreveu esse texto sobre as vezes em que a gente esquece de quem é por causa da vontade de ser aceita, e depois de eventos recentes eu acabei sentindo necessidade de falar disso aqui, pois talvez isso tenha relação com minha insegurança para dizer "não", além um medo absurdo de discordar do outro e entrar numa briga. Mas pera aí! Desde quando eu preciso me anular, me machucar para deixar o outro numa condição favorável (para ele)?

Quantas vezes eu fui em um lugar que eu nem gostava e ainda por cima me fiz acreditar que estava me divertindo só porque era o que todo mundo queria então eu não quis ser a chata do rolê? Mas depois eu cheguei em casa reclamando e completamente insatisfeita porque a única pessoa que cedia e topava o rolê que não queria era eu... Isso não é ser uma pessoa boa, isso é me anular e ficar reclamando sozinha sem de fato fazer algo para mudar a minha situação.

Quantas vezes eu convivi com alguém que possui um comportamento extremamente abusivo e fingi que não era nada só para não entrar em conflito porque gostava da pessoa e não queria arrumar briga a toa? Mas então o comportamento dela se tornou padrão porque ela (embora devesse saber que não era legal agir daquela forma) não sabia que eu não gostava porque por mais ridículo que pareça eu sempre agi como se tudo estivesse bem enquanto por dentro eu estava morrendo. Isso não tem nada a ver com ser uma boa pessoa. Só significa que eu estou sendo conivente com um comportamento ruim de alguém porque não quero entrar em uma briga que eu nem sei se de fato vai acontecer (Olha a ansiedade tomando conta outra vez)! E isso é muito, muito ruim e bem louco.

Eu sempre tive medo das pessoas e eu não deveria. Medo de elas me entenderem mal, medo de elas não gostarem de mim, medo de incomodar. Eu sempre confiei demais e então me arrependi. Hoje não confio em muita gente, porque não vejo muita empatia por ai, ainda assim eu trato todo mundo como gostaria de ser tratada. Isso me parece tão básico e eu não entendo como as pessoas não conseguem agir assim também. Mas não estou aqui para julgar o pensar do outro, eu sei que algumas pessoas só enxergam suas necessidades e assim elas vão derrubando tudo o que está no caminho. Sou eu que não devo deixar ninguém me derrubar. Porque, como eu disse lá no começo, todas as vezes que eu não disse como me sentia eu sofri as consequências disso depois. Por que muito pior do que a explosão que vem do outro quando eu discordo é a sensação de afogamento que sinto quando eu me calo. Sempre vai haver quem não vai mudar de postura mesmo após a gente dizer como se sente, mas ai é hora de ligar o e se afastar, pois quem não nos respeita, não nos merece por perto.

Mesmo eu acreditando que esse padrão de comportamento sempre existiu em mim, eu não me incomodava ou não me dava conta dele. Mas um dia eu abri os olhos e enxerguei que eu estava imersa em um monte de palavras não ditas, em experiências não vividas, sabores não provados pelo simples motivo de que eu tive medo de posicionar. Tive medo de me expor porque toda conversa séria acabava comigo chorando (isso mesmo!) e eu optei por chorar sozinha em casa depois, melhor né? NÃO! Não é melhor.

E não, eu ainda não consigo simplesmente me posicionar em todas as situações, mas hoje eu consigo perceber quando eu deveria e em algumas delas eu até consigo falar o que me incomoda. É tudo um processo, não é? E por mais que eu queria que ele acontecesse de forma mais rápida, isso depende de mim e eu preciso respeitar meus limites enquanto ele acontece.

A única coisa que eu eu não preciso aqui é me anular para que outras pessoas não se sintam desconfortáveis. Porque não falar é só mais uma forma de ser cruel comigo. E estamos acabando com essa coisa de auto-sabotagem, certo?

Está na hora de pararmos de nos engasgar com as palavras não ditas.

Siga também por aqui: Facebook / Bloglovin / Pinterest / Instagram / We ♥ it

terça-feira, 12 de abril de 2016

Sobre a declaração do Imposto de Renda e todas as coisas das quais eu desisti sem tentar...

Eu havia estipulado na lista de 101 coisas para fazer em 1001 dias que eu aprenderia a fazer a declaração do Imposto de Renda. Então esse ano eu já decidi que ia pelo menos tentar riscar este ítem da lista, porque afinal eu jurava que esse treco era quase impossível de ser feito. Todos os anos anteriores foi meu pai quem fez para mim, esse ano só pedi que ele me avisasse quando já tivesse instalado o programa para que eu pudesse fazer.
Achei que seria muito difícil até começar e ver que no meu caso, pelo menos, era muito fácil. O programa é intuitivo e não demorou muito, minha declaração estava pronta. E alguns dias depois foi enviada. FIM.


Olha o Leão ai.
Imagem daqui


E eu poderia fazer aqui um textão sobre IR e tudo o mais, mas o que realmente importa nessa experiência foi o que eu percebi e o que eu aprendi com ela.
Eu não fazia idéia da facilidade que teria para fazer e enviar a declaração. Jurava que era difícil e que não conseguiria fazer... Tudo isso sem sequer ter tentado nunca. E olha que isso é recorrente. Mas como disse no dia em que contei porque fiz outro blog, como eu posso ter tanta certeza de algo sem tentar? É esse fantasma da ansiedade que está sempre me fazendo acreditar que se eu tentar algo novo isso pode dar muito errado mesmo.

No meio de toda essa revelação eu parei para pensar nas várias vezes em que isso aconteceu e olha que coisa linda eu estou aprendendo este ano: Eu preciso tentar antes de começar a fantasiar um apocalipse zumbi. Preciso acreditar em mim, tanto para os pequenos desafios da vida, como para os grandes. Lembrando que os meus grandes desafios são coisa pouca para a maioria das pessoas que eu conheço. Mas embora isso me assuste e intimide fazendo com que eu não me permita, eu preciso tentar. Se der errado, vai ser realmente uma pena. Mas ainda tem uma grande chance de dar certo, ser lindo, ser um aprendizado.

Foi bom riscar mais um ítem na lista e que me sirva de incentivo para que eu consiga realizar outros e aprender com eles. Essa coisa de lições aprendidas não me sai da cabeça, mas é assim. Se a gente não parar para avaliar o que aprendeu com as experiências elas perdem muito do seu valor. Foi numa coisa simples e que não tem nenhuma importância para muita gente que eu, mais uma vez, me deparei com essa questão da auto-sabotagem e olha, eu vou trabalhar nisso. Melhorar, que é meu propósito, sempre evoluir.

Chega de desistir sem tentar, de achar que as coisas são muito difíceis. Eu tenho condições de realizar tudo o que eu quiser, mas para isso preciso levantar da cadeira e arriscar, se der certo, ótimo! Se não, ainda assim eu aprendi, então de qualquer forma eu ganho.

Essa foi minha lição aprendida, o que vocês têm aprendido com os seus próprios desafios?

Siga também por aqui: Facebook / Bloglovin / Pinterest / Instagram / We ♥ it

sábado, 9 de abril de 2016

Aplicativo do coração: Google Keep

Imagem daqui


Hoje vou falar de algo importante e que vocês encontrarão bastante por aqui no futuro (ESPERO!!!): Organização. E o post de hoje é sobre meu aplicativo preferido que me ajuda muito com esse assunto, embora esse mês eu esteja utilizando outra ferramenta em conjunto com ele, mas isso é assunto para outro post.

Eu definitivamente não sou uma pessoa organizada, não mesmo! E para me ajudar, minha memória as vezes me prega peças, como no dia em que eu confundi tudo e apareci na psicóloga um dia antes da  minha consulta. Ou quando eu cismei que minha amiga fazia aniversário num dia, mas a data era dois dias depois. Enfim, é muita informação que somos obrigados a guardar todos os dias e é natural que ocorram certos enganos, mas para evitar isso podemos contar com algumas ferramentas de apoio.

Algumas pessoas funcionam bem com agendas, e eu apesar de achar agenda a coisa mais linda do mundo (adooooro papelaria), não me adaptei até hoje, por causa do peso, do volume, das folhas que ficavam em branco quando eu não tinha nada para anotar e também por serem engessadas naquele formato, mas isso será abordado em outro post. O problema das agendas era que sempre que precisei reduzir o peso na bolsa foi a agenda que foi retirada de lá. Mas eu sempre tive a necessidade de anotar para organizar as coisas e as idéias, some a isso minha paixão por listas e eu acabava com milhares de papéizinhos que sumiam, porque eu não sou organizada para mantê-los juntos. Já o celular está sempre comigo e decidi procurar um aplicativo para isso, e foi numa postagem sobre diversos aplicativos com essa função que encontrei o Google Keep e desde então foi amor à primeira lista!

E quando eu gosto de algo, eu quero contar para todo mundo! Já tenho duas amigas para quem indiquei e que me falaram que gostaram dele também, então achei justo dividir com vocês!

Antes de tudo, saiba que ele está disponível para AndroidiOS e também em uma versão de aplicativo para o Google Chrome que honestamente eu desconhecia essa loja de aplicativos do Chrome até o dia em que escrevi esse post!

Chega de Enrolar, o que esse Google Keep faz?


Ele guarda listas, anotações importantes e até permite que coloquemos uma imagem em uma nota (salvei a escala do meu trabalho assim para que não ficasse mais perdida na galeria). É possível desenhar, extrair texto de imagens, gravar um áudio e o aplicativo transcreve o que você falou, mas sem descartar o áudio.

Sem contar que você pode compartilhar as notas com outras pessoas que poderão editá-las com você. Sabe aquela lista de compras para a viagem com os amigos que a gente fica mandando print para saber se não esqueceu nada? Pois é, agora eles editam com você em tempo real! Eu e minha amiga temos um banco de referências para nossos Bullet Journal (falo dele no final da experiência desse mês, prometo).

As notas podem conter lembretes com alarme e também serem categorizadas com o recurso de marcadores, eu por exemplo, tenho marcadores para o blog, para meus compromissos, etc. E para deixar tudo mais bonito, as notas podem ser coloridas, é só você escolher uma das cores disponíveis. Eu ainda não tenho um sistema de organização pelas cores, mas é algo que pode ser trabalhado também.


Saiu no print coisa que não devia hahaha


O aplicativo possui uma versão online em que você pode acessar suas notas por um computador desde que esteja conectado a sua conta do Google. Outra coisa que eu gostei muito é que por estar vinculado à conta Google, ao menos no Android (que é o meu sistema operacional) quando eu precisei formatar o celular, ao iniciá-lo novamente, tudo foi recuperado quando entrei com a conta Google.

A interface do aplicativo é bastante intuitiva, então é bem simples para aprender a usar. Tudo está bem claro quando você começa a trabalhar com ele, o que para mim que estou numa vibe de simplificar a vida, foi ótimo!

Você já conhecia o Keep? Se interessou? Ficou com alguma dúvida?

Siga também por aqui: Facebook / Bloglovin / Pinterest / Instagram / We ♥ it

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Para assistir: Zootopia: Essa Cidade é o Bicho

Hoje fui ao cinema assistir Zootopia e logo quis vir aqui falar sobre esse filme e mais uma vez fazer o impossível para não dar nenhum spoiler, já que nunca falei de filmes antes. Mas chega de papo, vamos começar com o Trailer:

Informações e Sinopse
Título Original: Zootopia
Ano de Lançamento: 2016
Distribuidor: Walt Disney
Duração: 108 minutos
Zootopia é uma cidade diferente de tudo o que você já viu. Formada por “bairros-habitat”, como a elegante Praça Sahara e a gelada Tundralândia, essa metrópole abriga uma grande diversidade de animais irreverentes sempre prontos para encarar uma nova e divertida aventura. Quando Judy Hopps (voz de Monica Iozzi) chega em Zootopia, ela descobre que ser a primeira coelha da equipe da polícia, formada por animais grandes e fortes, não é nada fácil. Determinada a provar seu valor, ela embarca em uma aventura atrapalhada e bem humorada, ao lado do malandro raposo Nick Wilde (voz de Rodrigo Lombardi) para desvendar um grande mistério. Além de Monica Iozzi e Rodrigo Lombardi emprestarem suas vozes para os protagonistas do filme, Judy Hopps e Nick Wilde, na versão brasileira do filme, o jornalista Ricardo Boechat dá voz ao personagem Boi Chá, o famoso jornalista da bancada do Zoo News. Para deixar tudo ainda mais divertido e com muito brilho, a cantora Shakira dará voz à personagem Gazelle, a maior estrela pop de Zootopia, além de interpretar a canção “Try Everything”, da trilha sonora do filme. Dos mesmos criadores de Frozen e Operação Big Hero, Zootopia estreia 17 de Março nos cinemas.
Zootopia começa com Juddy Hopps, ainda criança, contando seu sonho (ser policial) e com isso tendo que enfrentar o primeiro desafio que é convencer seus pais de que ela pode ser uma policial, mesmo sendo uma pequena coelha.
Após ser aceita no Departamento de Polícia de Zootopia, a primeira coelha a conseguir entrar para a equipe, ela se muda para a cidade que dá nome ao filme e que é habitada somente por animais de todas as espécies, predadores e presas convivendo em harmonia. Os animais utilizam celulares que são iguais aos nossos, possuem gostos como naturalismo, por exemplo. Há criminosos e heróis como na sociedade humana. Eles têm inclusive um departamento de trânsito extremamente ágil (só que não) operado somente por... preguiças! Qualquer semelhança é mera coincidência. Na minha opinião uma das melhores cenas do filme.
Quando chega em Zootopia as coisas não acontecem com o glamour que a pequena Oficial Juddy Hopps esperava, ela não é muito querida pelo chefe, não é respeitada pelos colegas e também é colocada como agente de trânsito que é algo bem longe de onde ela queria chegar para fazer a diferença no mundo. Ainda assim ela dá o melhor de si. Já no primeiro dia no emprego, ela conhece o Nick Wilde que é um raposo e mesmo com desconfiança ela o ajuda, pois Zootopia a faz acreditar no melhor dos animais (quase escrevi "das pessoas" aqui rs).
Mas filme tem que ter mistério e há um neste aqui também. O desaparecimento de 14 mamíferos está assustando a cidade e a oficial Hopps decide ajudar a solucioná-lo, enfrentando o seu Chefe e levando consigo Nick, que mesmo a contragosto, acaba ajudando-a e eles descobrem que o que está assustando os animais é algo muito pior do que imaginavam a princípio.
A Disney pensou em tudo quando criou Zootopia, todos os detalhes são incríveis, inclusive as "sacadas" geniais com adaptações de objetos utilizados por nós humanos hoje em dia. É uma cidade inteira projetada por e para os animais. Além das referências a obras como O Poderoso Chefão. Eu sempre assisto animações dubladas, pois não me incomoda tanto a dublagem nesses filmes como nos outros tipos. Então pude aproveitar as piadas que são familiares para nós aqui em terras tupiniquins nas vozes de Monica Iozzi e Rodrigo Lombardi. Adorei que a música tema do filme (Try Everything), ótima aliás, não ganhou uma versão brasileira porque eu simplesmente adoro a Shakira e sua voz!

Zootopia fala de lutar pelos seus sonhos do início ao fim, independente do julgamento das outras pessoas (ou animais, neste caso). Juddy é uma coelha, a presa mais fácil na cadeia alimentar e ainda assim não desistiu do sonho de ser uma policial e fazer a diferença. Além desse assunto que já valeria o ingresso, o filme fala sobre preconceito e como ele pode dividir uma sociedade.
Outro assunto abordado durante todo o filme é o medo e como ele nos limita. Juddy sabe que não devemos ter medo de lutar por nossos sonhos e nem de acreditar na nossa capacidade de enfrentar os desafios que estarão no caminho, e mesmo quando se sente insegura, afinal todos nos sentimos as vezes, ela consegue superar tudo isso e alcançar os seus objetivos.
O filme apesar de ser uma animação, ensina muito tanto às crianças quanto a nós adultos. Há cenas para rir, para se assustar, se emocionar, pensar sobre esse montão de assuntos importantes e também torcer pela Juddy e pelo Nick. Eu AMEI Zootopia e não me contive para vir aqui dividir com vocês o que achei do filme.

Siga também por aqui: Facebook / Bloglovin / Pinterest / Instagram / We ♥ it

sábado, 2 de abril de 2016

Mudar de idéia não é um problema.

Em tempos de internet onde tudo fica registrado ou com a atual necessidade de autoafirmação, percebi que algumas vezes sentimos receio em tentar algo novo só porque algum dia dissemos que não gostávamos daquilo. Infelizmente passamos boa parte do tempo preocupados se nossas atitudes ou preferências serão bem vistas pelas outras pessoas e o quanto isso pode prejudicar nossa "imagem"


Imagem daqui


No ano de 2014 eu comecei a entender que não havia nenhum problema se eu mudasse de idéia sobre alguma coisa e isso me ocorreu com uma atividade casual como as minhas unhas dos pés. Eu simplesmente achava que era um absurdo usar esmalte colorido nos pés até que um dia eu acordei e pensei, por que não? No final das contas, depois desse dia, eu sempre uso esmalte colorido nos pés. Eu amava isso, só não sabia. A mesma coisa aconteceu com as botas porque eu falava para todo mundo que bota não tinha nada a ver comigo e que nunca ia usar. Resolvi comprar uma pra saber como era... Resultado: Fiquei uns 3 meses usando exaustivamente a coitada da bota porque me apaixonei por ela. 

Também foi em 2014 que eu resolvi deixar de lado a birra com os filmes d'O Senhor dos Anéis e O Hobbit que eu tinha por acreditar que "fã de Harry Potter não gostava da obra de Tolkien" (que coisa boba para se pensar), eu ainda não entendo muito sobre o universo criado por Tolkien, mas eu gostei muito dos filmes, inclusive fui assistir O Hobbit e a Batalha dos Cinco Exércitos no cinema e como um plus, fui sozinha que era mais um preconceito bobo que eu tinha. Sem contar que li O Hobbit e agora estou com os Livros d'O Senhor dos Anéis na lista de próximas leituras. Essa mudança me fez ter mais assunto com uma amiga querida que adora Tolkien, e não gostava de Harry Potter, então resolvemos conhecer o mundo da outra e as duas ficaram felizes.

Para não deixar de falar, também passei por algo assim na área gastronômica com aquela porção de lula frita que experimentei em Florianópolis depois de fazer cara feia e dizer que não gostava sem nunca ter comido. Adivinhem? Gostei. Se eu tivesse experimentado e não tivesse gostado, tudo bem também, estamos apenas tentando viver coisas novas. Quanto menos a gente se limita ou se cobra, menos a gente sofre por bobeira.

As mudanças continuaram acontecendo porque eu me permiti viver como acreditei ser melhor para mim sem ligar muito para o que os outros iam pensar. E isso vale para aquele artista que você falou mal em 2012, mas hoje não consegue parar de ouvir. SIM! Porque este ano voltei a pensar no assunto que agora virou este post por causa de um garoto chamado Justin Bieber que eu andei falando que não produzia música boa e ai agora não consigo parar de ouvir, estando inclusive na minha Playlist do Spotfy, onde vocês vão perceber que não fiquei preocupada com estilo, mas sim com juntar músicas que eu gostava. Escutar Sorry exaustivamente hoje não significa que eu não tenha opinião ou sei lá que tipo de rótulo a gente pode receber porque mudou de idéia. Significa apenas isso aqui: A Aline de 2012 não gostava de Justin Bieber, a de 2016 gosta. Fim. Sem drama, sem culpa, sem mudar a vida de ninguém que não seja eu.

Créditos na imagem


Essa nossa resistência a novas experiências é normal, mas não pode nos impedir de vez ou outra fazer algo que foge ao nosso costume, ou então nos deixar com medo de fazer algo novo e admitir que gostamos. Se limitar dessa forma só faz mal para nós mesmos e é uma crueldade enorme. Há um mundo a ser descoberto. Pessoas a serem conhecidas, sabores, filmes, músicas, estilos. Infinitas possibilidades de coisas que você pode descobrir se perder o medo de mudar de idéia, se não ficar receoso de dar o braço a torcer daquela opinião que você emitiu em 2001. O ser humano está (ou deveria estar) sempre evoluindo e essas mudanças significam que você amadureceu e enxerga aquele assunto com um olhar diferente agora. Se sentiu vontade de fazer algo, tente! Porque talvez ame aquilo, mas ainda não sabe disso porque está com medo de tentar.



Follow my blog with Bloglovin

Siga também por aqui: Facebook / Bloglovin / Pinterest / Instagram / We ♥ it

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...