terça-feira, 31 de janeiro de 2017

[Para Assistir] 3% - A primeira série brasileira original Netflix

No final do ano passado eu assisti 3%, principalmente por ser a primeira série brasileira original Netflix! Outra razão que me fez assistir foi a divergência nas opiniões dos coleguinhas no Facebook. A série é uma distopia cheia de ação, um pouco de suspense e nos faz discutir ou pelo menos pensar sobre diversas questões sociais/políticas.


Imagem: Divulgação Netflix

A série se passa em um futuro pós apocalíptico onde em um lugar no Brasil, as pessoas vivem em extrema pobreza no chamado Continente. Em algum momento 100 anos antes dos acontecimentos narrados na primeira temporada, um casal fundou um lugar chamado Mar Alto, onde a proposta era que as pessoas pudessem viver sem pobreza, injustiças e que tivessem acesso a recursos avançados de tecnologia, medicina, etc. Um lugar onde todos seriam felizes!

Porém todos esses benefícios não eram para todos. Deste modo, como decidir quem teria direito a desfrutar todas as maravilhas do Mar Alto? Para resolver essa questão foi criado "O Processo", que consiste em uma série de testes aos quais todos os jovens ao completar 20 anos eram sujeitos e dos quais somente 3% seriam selecionados para viver em Mar Alto, onde a partir do momento em que deixassem o continente não poderiam mais ter contato com nenhuma das pessoas que ficassem, incluindo a família e amigos.

Imagem: Divulgação Netflix

Só que nem todo mundo acredita ser justa a forma como as pessoas são divididas em quem merece e quem não merece uma vida melhor, e os que não concordam com isso, formam a organização conhecida como A Causa, que traz o discurso da luta contra injustiças e por igualdade de direitos para todos.

Na primeira temporada somos apresentados a'O Processo e a alguns personagens, onde em cada um dos 8 episódios com cerca de 40 minutos cada, podemos conhecer um pouco da história desses personagens e também temos uma visão d'A Causa.

Os personagens principais nessa temporada são: Ezequiel (João Miguel), Michele (Bianca Comparato), Fernando (Michel Gomes), Rafael (Rodolfo Valente), Joana (Vaneza Oliveira) e Marco (Rafael Lozano), Aline (Viviane Porto) e Júlia (Mel Fronckowiak). Outros personagens também aparecem durante a história, porém sem tanto destaque.

Não dá para falar muito sobre os personagens sem acabar soltando algum spoiler, mas posso adiantar que eles surpreendem do começo ao fim. Todos eles carregam algum segredo ou fardo. Suas motivações são diversas e isso torna tudo mais interessante e embora alguns pontos possam parecer óbvios, algumas reviravoltas acontecem durante a temporada. Vou parar de falar antes que eu conte o que não devo.


Imagem: Divulgação Netflix

A série recebeu algumas críticas negativas em relação à atuação do elenco, porém eu não tenho do que reclamar considerando as condições que os personagens vivem, gostei bastante da forma como os atores transmitiram as emoções necessárias. Considerando a proposta da série, a única coisa que me incomodou um pouco foram as roupas dos habitantes do Continente, mas é detalhe pequeno perto de todas as sensações que a série carrega e nos entrega.

Curiosidades

Uma das coisas que achei divertido foi a criançao de um site onde você pode fazer a entrevista (que é a primeira etapa) para O Processo. Eu fiz 2 vezes haha, na primeira tentativa eu não passei. Já na segunda consegui entrar. Quer tentar também?

A série foi desenvolvida a partir de um piloto produzido em 2009 por Pedro Aguilera, na época estudante de cinema. O piloto foi publicado no YouTube, e dá para perceber algumas semelhanças e diferenças entre ele e a versão produzida pela Netflix que estreou em novembro, inclusive alguns atores da série já apareciam no piloto de 2009.

A série já teve a sua segunda temporada confirmada! YAAAY!

Se você ainda não viu 3%, este aqui é o trailer oficial da série.




Tudo o que posso dizer é que gostei muito da série, tanto porque tenho me interessado nesse tipo de cenário pós apocalípto em que ela se desenvolve, onde o comportamento humano se mostra transformado pelo meio em que ele está exposto, quanto por se tratar de um trabalho nacional em um gênero pouco explorado pelos produtores brasileiros. É uma série para sentar com os amigos e discutir, sabe? Coloca várias questões em pauta e é impossível não se imaginar lá dentro! Enquanto eu assisti (acho que terminei em uns 3 dias), me peguei questionando diversos assuntos e tentei me imaginar na mesma situação que aqueles jovens. Será que é tão simples assim abandonar tudo para partir em busca da promessa de uma vida melhor?

Estou muito ansiosa para assistir a próxima temporada e espero me surpreender ainda mais com a produção.

Vocês já assistiram? O que acharam da série?

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

[RESENHA] Planeta Fênix - Júlio Pacheco



Título: Planeta Fênix
Autor: Júlio Pacheco
Editora: Clube de Autores
Páginas: 214
Avaliação: 5 estrelas

Sinopse: Nalu tem dezesseis anos e mora em Fênix, um planeta criado para a perpetuação da raça humana depois que o planeta Terra foi devastado por catástrofes naturais há quase mil anos. A necessidade do novo planeta veio decorrente da não possibilidade de manter a Terra, segundo os livros de história explicam.
Porém, o que é aprendido na escola e ensinado em casa não convence Nalu que constantemente questiona as informações sobre seu planeta. Ela, então, conhece Artur, um ladrão de maçãs que esconde um segredo sobre o planeta Terra e sobre mentiras inventadas pelo governo de Fênix para a dominação dos habitantes do novo planeta.
Envolvida pela história do lugar de origem da raça humana, Nalu acaba se envolvendo com os mistérios sobre o verdadeiro motivo da criação do planeta onde nasceu.


A EDIÇÃO: A capa do livro é muito bonita, as folhas são brancas, mas não incomoda a leitura. É um livro de publicação independente pelo Clube de Autores e como nunca tive contato com nenhum livro de lá, achei bem interessante.

RESENHA: Já havia algum tempo que Planeta Fênix havia sido publicado e eu não conseguia ler. Este ano eu tive a oportunidade de comprar o livro depois que o Júlio ficou noivo e ele e a Amanda fizeram uma campanha muito amor para reverter a grana arrecadada com a venda dos livros para o "fundo financeiro matrimonial" deles. Ai não tinha como não comprar o livro, a causa era mais que nobre!

Planeta Fênix conta a história de um planeta criado artificialmente para que alguns humanos sobrevivessem ao fim do Planeta Terra, de acordo com o governo fenixiano. Eles seguem alguns padrões e situações provenientes da Terra, como a contagem do tempo e contam com uma iluminação artificial que muda para causar a impressão de dia e noite já que o planeta não possui um Sol.

"O planeta em que vivemos recebeu o nome de Fênix, como todos sabem, exatamente por significar o ressurgimento de uma raça que poderia ter virado cinzas intergalácticas, mas que conseguiu, graças à tecnologia, se difundir interplanetariamente por muitos outros anos, quase mil anos, como vocês sabem que nosso planeta completará daqui há cinco aniversários de existência"

A história contada no livro se passa quase mil anos após a criação de Fênix. O planeta é regido por regras bastante severas, o que mantém a população "na linha". Sem contar todas as questões culturais envolvidas como o cadastro das pessoas e métodos para definir o futuro dos jovens fenixianos. A princípio, a organização do planeta parece encantadora, porém depois as coisas começam a ficar "estranhas", já vou avisando!

Nalu é uma adolescente de 16 anos, filha única e vive com os pais e a avó em uma das muitas casas idênticas de Fênix. Embora seja uma boa filha e aluna aplicada, a garota possui um interesse incomum pela cultura e história dos habitantes do já extinto Planeta Terra o que a deixa cada vez mais tentada a quebrar regras e questionar a história do seu planeta, já que vive com a constante sensação de que o que é contado nos livros e pelo governo não faz sentido.

"- Escute Nalu. Não é preciso que tudo faça sentido. As vezes, coisas ao nosso redor simplesmente foram determinadas por outras pessoas e em nosso caso, o melhor a ser feito é seguir a vida conformados com o que acontece."

Os conflitos na cabeça de Nalu se intensificam quando ela conhece Artur e sua família que a fazem questionar ainda mais todo o regime de governo existente em Fênix. A partir daí a história se desenvolve de forma a nos deixar curiosos sobre o que virá a seguir e tudo indica que haverá continuação, o que é ótimo, porque a forma como a história acabou deixou no ar essa sensação de que há mais o que ser contado.

Planeta Fênix aborda diversos assuntos importantes como opressão, alienação, amizade, as relações familiares além, é claro de um bom romance porque tem que ter! É um livro simples, mas que te envolve e te faz querer saber o que acontece no final com todas suas reviravoltas. Eu gostei muito do livro e da escrita do autor que é meu amigo desde o ensino médio, então é um orgulho gigante ver que ele realizou um dos sonhos que sempre disse que tinha que era escrever um livro e a história realmente é interessante. Eu li o livro no ano passado, mas fiquei enrolando para escrever essa resenha porque sou muito desorganizada, então achei justo começar o ano com ela.


Se você também quiser ler Planeta Fênix e de quebra ajudar o Júlio a se casar, você pode comprar o livro por aqui.

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terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Pode vir, 2017!

Depois de um 2016 bastante agitado, eu não sei ainda muito bem o que esperar do ano que chega. Mas sou e estou absurdamente grata e feliz por 2017 estar finalmente entre nós. Essa coisa de ano novo é interessante, a gente sempre fica com a cabeça mais inspirada, surgem novos planos e a esperança de novos tempos. E isso é bom. 12 meses é uma quantidade razoável de tempo e é praticamente impossível não chegar ao final do ano sem fôlego, porém cá estamos, renovados como se a simples mudança do número que descreve o ano tivesse nos descansado e nos colocado de volta à luta.

E o que fazer com um ano inteirinho pela frente se não Resoluções de Ano Novo? Pois é, mas apenas dizer que vamos fazer algo não é suficiente, precisamos de fato fazer, buscar meios, nos dedicar... Eu nunca fui boa com essas tais resoluções de ano novo, por que eu não conseguia realizá-las e acabava ficando frustrada e desmotivada. Em 2016 eu entendi que não adiantava eu querer conquistar o mundo sem cuidar de mim e da minha saúde. Decidi fazer uma lista de coisas que eu gostaria de começar ou continuar fazendo no ano que se inicia e essa será minha lista de resoluções por enquanto. Então vamos lá...


Em 2017 eu quero e vou:

  • Cuidar da minha saúde mental, diminuir o desgaste emocional com situações em que não preciso dedicar tanta energia. Para isso eu vou parar de boicotar minha terapia e adotar algumas práticas para melhorar a qualidade dos meus dias, me ajudar a lidar com a ansiedade e me sentir melhor. O BuzzFeed postou essa lista com resoluções de ano novo para saúde mental que achei positivamente válida. Eu quero e vou melhorar!
  • Agradecer mais, reclamar menos. Me permitirei ficar chateada as vezes, mas vou acostumar a enxergar pelo menos uma coisa boa no final do dia para agradecer.
  • Sentir o amor e amar a minha vida e tudo o que faz parte dela. Não falo sobre me apaixonar por alguém, mas sobre permitir que o amor volte a ser uma constante, porque os últimos anos foram meio complicados e o amor acabou ficando um pouco pequeno dentro de mim.
  • Continuar trabalhando neste projeto de ser uma pessoa melhor que teve alguns avanços, mas ainda há muito a ser feito.
  • Continuar optando por SER ao invés de TER. Em 2016 eu aceitei que para a minha vida, não estava funcionando acumular coisas, mudei diversos hábitos e isso me fez muito bem (quero falar sobre isso depois), então eu vou continuar vivendo desta forma.
  • Continuar fazendo o meu melhor, mesmo quando parecer em vão. Porque afinal, se o outro não reconhece meu esforço, é um problema dele e não meu, o importante é eu ter plena consciência de que tudo o que eu podia fazer eu fiz e fiz da melhor forma possível.

2017 vai ser um ano maravilhoso porque é isso que vou fazer com ele! 

Uma das primeiras coisas boas que me aconteceu foi ler o comentário da Fernanda no meu último post, onde ela me fez entender com mais clareza que não importa o tanto de dificuldades que eu passei em 2016, tudo o que aconteceu me ajudou a crescer e aprender e ela tem razão. Muita coisa mudou em mim por causa de todo o turbilhão de situações que vivi. Então vou continuar com esse sentimento de apreciar o aprendizado que vem de brinde com toda dificuldade (e olha que é muito difícil a gente ter qualquer coisa boa de brinde, né?).

Que 2017 seja sim um ano maravilhoso, que a gente possa fazer dele um ano memorável e fantástico! Que seja um ano de conquistas e realização de sonhos. Eu tenho várias idéias para aproveitar esses dias que chegam agora e vocês? 


Feliz Ano Novo!

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