terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Sofrer por amor só é bonito na poesia

Um dia nascemos... E não demora muito até chegar o dia em que seremos apresentados a alguma história de amor, seja em forma de um conto de fadas, uma música, um livro, um filme... E na maioria delas encontraremos um fator em comum: alguém que sofre por amor durante quase toda a trama antes de encontrar seu final feliz que normalmente se dá com a pessoa amada.

Parece uma bobagem, mas isso tem um poder gigante na forma como nos relacionaremos no futuro. Porque somos alimentados com essa ilusão de que o amor precisa ser difícil para valer a pena, de que é completamente normal que haja sofrimento quando há amor. O amor não deve ser motivo de lutas e batalhas, não para conquista-lo. Se uma pessoa não estiver disposta a te amar, ela não vai, não importa o tamanho da sua dedicação, não adianta lutar, esbravejar...


Só que somos criados acreditando que as histórias de amor necessitam de todo esse drama e isso nos faz sofrer sem necessidade. O amor não tem que ser difícil, não precisa ser fonte de sofrimento. Já vi muita gente "olhando torto" para o relacionamento alheio por achar que tudo tinha sido muito fácil então com certeza algo estava errado, mas se olhássemos para a história daquela pessoa veríamos que ela estava lutando uma batalha perdida por acreditar que para se viver uma história de amor é necessário um monte de lágrimas.

Eu demorei quase toda a vida para entender que o amor não é algo para se lutar por ele. A gente não pode lutar pelo amor de ninguém. Nós não precisamos ficar mendigando o amor de ninguém. Sério! Vamos parar! Eu tenho um histórico de drama e de situações em que eu achei que o amor era algo que demandava uma luta, uma batalha... Um dia eu percebi que não era não.

O amor é algo que a gente entrega ao outro e algumas vezes temos sorte e recebemos amor de volta. Mas isso é espontâneo, acontece. O amor é uma questão de encontro. Encontro de almas, de corpos, de corações tanto na forma poética, quanto na forma literal, pois afinal o que é um abraço se não um encontro de corações? Amar é fácil porque é. Se estiver muito difícil é porque algo está errado.

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Haverá momentos em que nosso amor não será correspondido? SIM! Mas como lidaremos com isso é que irá determinar o fim do nosso sofrimento, ou não. Dói ter um amor não correspondido, dói ver uma relação acabar... Mas não precisa doer para sempre, não precisamos sofrer até o fim dos nossos dias só para afirmarmos a veracidade do amor que sentíamos... O que nos faz sofrer é a dificuldade em abrir mão das coisas, das pessoas, das relações e tudo que está envolvido, temos muita dificuldade em assumir que algo terminou ou que sequer terá chance de começar. Temos medo de encarar essa realidade e nos cobrimos com a ilusão de que se não for difícil então não é de verdade.

Quem não quer viver uma história de amor, afinal? Não é uma regra, mas no geral se pudermos viver uma história de amor, nós queremos sim. Só que sentir vontade de conhecer alguém, se apaixonar e viver uma história não significa que devemos ter medo de ficar sozinhos. Quando aprendemos a valorizar nossa própria companhia, aprendemos a dosar então a energia que dedicaremos ao outro e com isso a forma como vamos lidar com a rejeição, com os fins. E o fim nem sempre significa que as coisas não foram verdadeiras, porque algumas vezes elas não eram para ser para sempre mesmo. Lembra daquela história de "que seja eterno enquanto dure"? Então, essa é a idéia!

Não faz sentido que o sentimento mais bonito que existe venha acompanhado de tanta dor. Precisamos parar de nos enganar com essa conversa. O amor tem que ser fácil, sim! Sofrer por amor só é bonito na literatura e no cinema, porque é ficção. Na vida real não precisamos disso, podemos ter uma vida mais simples e cheia de amor de verdade. Vamos deixar de lado essa ideia de que precisamos sofrer um monte pra alcançar a felicidade?

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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Por que escrevo?

Quando eu escrevo é pra trazer leveza pra alma que as vezes não aguenta o peso do mundo, já que eu teimo em querer levar todo ele nos meus braços. Escrevo pra trazer meu sorriso de volta ou então deixar que meus olhos escorram toda a tristeza para fora. Quando a vida não cabe mais dentro de mim eu coloco pra fora, no papel, na tela, no mundo.

Eu escrevo para falar de amor, da dor e de qualquer coisa que esteja enchendo os meus dias enquanto eles passam. Pra dividir as lembranças, pra eternizar. Eu escrevo para não esquecer. Para lembrar de quem fui, do que tive e pelo que passei, para ser grata, para sentir saudade.


Falando em saudade... Como eu tenho saudade das cartas, as de amor, as de despedida, as cartas que escrevi e sequer enviei... Cartas para os amores que ainda não vivi e talvez eu nem viva. Cartas para os amores que se foram, que deixaram um infinito de sentimentos que eu não tive a oportunidade de dizer, eu escrevi... Mas não enviei. Quem sabe um dia?

Eu escrevo pra espalhar o bem, para dividir sentimentos que talvez possam ajudar outras pessoas. Escrevo para distribuir cor e sorriso. Por vezes eu vou reclamar, vou resmungar e quem lê pode até me ouvir, mas logo em seguida, com o coração mais leve eu posso me erguer e tocar a vida pra frente e isso vai ser perceptível no que eu escrever em seguida.

As vezes eu invento, escrevo histórias inventadas para me distanciar da minha realidade quando esta me sufoca. O que escrevo é honesto, mas nem sempre baseado em fatos reais. É assim que funciona. Por vezes misturo ficção e realidade, outras trago apenas uma coisa ou outra. É como eu me comunico.

É como uma pintura, mas com letras, palavras, parágrafos, meus cadernos, o meu monitor são minhas telas. Eu escrevo para não sufocar com as palavras porque na maioria das vezes a minha boca é incapaz de transmitir a imensidão que transborda de dentro de mim.

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