terça-feira, 31 de maio de 2016

Sobre a cultura do estupro e a violência que sofremos por sermos mulheres



No Brasil, uma mulher é estuprada a cada 11 minutos. E isso é o que é possível contar para colocar na estatística, já que em muitos casos a vítima se cala por medo de ser desacreditada, agredida verbalmente e ter sua dor ridicularizada. A demora ou ausência da denúncia por parte da mulher normalmente reduz as provas, já que a vítima é submetida a diversos exames para que PROVEM que ela foi estuprada.

Violência sexual é algo que deixa marcas eternas, nós mulheres temos medo de falar sobre o assunto porque na maioria das vezes, com base em um "padrão cultural" as pessoas tendem a não acreditar ou então tentar procurar antecedentes ou comportamentos em nós que justifiquem o crime do estupro do qual fomos vítimas. Ninguém avalia o passado do estuprador para saber se era comum esse comportamento e se há outras vítimas, a pesquisa é atrás do comportamento da vítima para saber se ela "deu algum motivo" para ser estuprada.

Na última semana o Brasil teve a infelicidade de ser o palco de uma barbárie. Uma adolescente de 16 anos estuprada por mais de trinta homens. As investigações estão em andamento e há muita especulação sobre o caso, mas o que mais me choca é a forma como as pessoas condenam ou desacreditam o depoimento da jovem pelo simples fato de não aprovarem o comportamento dela. O fato de ela ter sido mãe ainda criança, de frequentar bailes funk, de ser usuária de drogas NÃO JUSTIFICA um estupro. Mesmo porque ninguém se auto-estupra então o comportamento dela não deveria ser questionado nessa situação. Quer chamá-la para depor no futuro para saber do envolvimento dela com traficantes? OK, todos devem ser julgados por seus crimes, mas isso não deve ser apontado como motivo para ela ter sido estuprada. O motivo é único: existem estupradores e a sociedade os acoberta quando culpa a vítima.


"Mas ela gostava de fazer sexo em grupo!" E não há problema nenhum nisso, ela poderia ter escolhido e consentido em transar com 29 homens, se no 30º ela dissesse não e não parassem, é estupro. "Mas ela apareceu num outro vídeo transando com eles bem acordada" Ela poderia estar sob efeito de drogas, ou então ter consentido o ato inicialmente, ela pode sim ter saído de casa para transar com vários homens, mas fazer sexo, tocar, filmar e exibir na internet uma adolescente nua e desacordada é estupro e exposição e é crime sim. "Ah, mas ela teve um filho com 13 anos, vivia no baile, a própria mãe disse que ela fazia o que queria." E desde quando uma menina ter um filho ainda muito jovem faz com que qualquer pessoa possa tocá-la sem que haja consentimento? "Ela transava com traficantes em troca de drogas." Continua sendo um crime deles e não dela, é errado usar drogas? Sim, pode ser, mas tirar proveito de uma pessoa viciada que provavelmente estaria drogada ou sob efeito de abstinência é um crime maior ainda. Aliciamento de menores para o tráfico também é.

Há diversas variáveis do discurso e ele não é novidade, mesmo quando a vítima não tem os antecedentes desta menina o primeira atitude, infelizmente, é sempre questionar e nunca acolher. Em nenhum momento digo que ela é santa, mesmo porque não conheço ninguém sem pecados, e se parte da história dela for mentira, isso vai ser descoberto e ela vai pagar também, mas ela foi, de acordo com a delegada responsável vítima de estupro sim, só é necessário avaliar a extensão do crime e também foi vítima quando divulgaram suas imagens. E quando você compartilha vídeos de revenge porn no whats app ou por e-mail está contribuindo com esse tipo de crime. Pessoas só divulgam esses vídeos porque sabem que eles são repassados e têm público. Chega de exposição.


O site Lugar de Mulher publicou um texto muito interessante sobre cultura do estupro e é triste ver gente que ainda não acredita nisso. Um exercício rápido: quantas vezes uma mulher já foi assediada na rua e alguém ao ver a cena olhou e disse: "Também, com essa roupa curta, quer o que?" Quantas vezes você, mulher, trocou de roupa antes de sair (ou você, homem, viu uma mulher fazendo isso) por medo de ser assediada? Quantas vezes uma mulher foi abusada por estar alcoolizada e o julgamento foi de que "se não tivesse bebido não tinha acontecido". É absurdo que nós tenhamos que mudar nossos hábitos porque a sociedade aponta que se tivermos determinada atitude estaremos pedindo por um estupro. O crime só ocorre por culpa do criminoso, não da vítima. A cultura do estupro existe e é silenciadora. Está ligada a papéis de gênero e dá respaldo para que estupradores acreditem ter domínio sobre o corpo de toda mulher que cruza seu caminho e é o que impede que muitos estupros sejam denunciados.






A própria mídia tenta mudar o nome do crime. Entitulam notícias sobre estupro com o título de homem é acusado de fazer sexo forçado, mas não chamam do nome real: ESTUPRO. Quando uma mulher "nega" sexo ao parceiro, na verdade ela se defendeu de um estupro. Mudar o nome da situação para não falar do problema é mais uma das faces da cultura do estupro! Assim como se uma mulher quis transar e no meio do caminho mudou de idéia, se ela for forçada a continuar, continua sendo estupro. Mas toda vez que se toma conhecimento de uma acusação de estupro, o senso comum faz com que as pessoas e a própria mídia comecem a questionar os hábitos da mulher, vítima de violência, ao invés de tentar acolher essa mulher que já estava acuada e com medo de denunciar.

Uma coisa que precisa ser esclarecida é que embora muita gente ainda acredite que o estupro só é um estupro quando a mulher é atacada por um desconhecido na rua e arrastada para um terreno abandonado, muitas mulheres têm sido estupradas por seus companheiros, por amigos, parentes e outros conhecidos. Então dizer que "com certeza foi consensual, já que eles são amigos/namorados/casados (insira aqui qualquer grau de relacionamento)" não cola. O vídeo abaixo, assim como a Teoria da Pizzaria da Clara Taveira, postada acima ilustra de forma bem didática a questão do consentimento e sua importância para tudo na vida, incluindo sexo.



Aos 20 anos eu sai de casa para ajudar um colega a estudar para uma prova de um concurso público. Era um ex ficante meu da época da escola. Ainda assim, não vi nenhum problema já que a família dele estaria em casa e íamos estudar. Ele me buscou em casa e ao fim do dia veio me trazer de volta. No caminho ele me roubou um beijo. Já estava errado por que eu não queria um beijo, então eu fiquei irritada, disse a ele que não deveria ter feito aquilo e continuamos o caminho. Porém mesmo que eu tivesse dado o beijo por vontade própria isso não daria o direito de ele fazer o que fez a seguir. Próximo da minha casa ele entrou em outra rua, travou as portas do carro e tentou transar comigo, eu pedi para ele parar. Disse que eu não queria e ele disse que SABIA QUE EU QUERIA E QUE EU ESTAVA FAZENDO DOCE, ALIÁS, NO FINAL EU IA ATÉ GOSTAR. Ele já tinha tirado parte da minha roupa e estava em cima de mim. Eu comecei a chorar, pedindo pra ele parar, tentando tirar ele de cima de mim. Comecei a gritar, e por alguma razão que até hoje não sei, já que não nos falamos mais, ele parou, voltou para o lugar dele e disse que ia me deixar em casa. Na porta de casa sai do carro correndo e demorei anos para falar disso com alguém.

Podem achar que não foi abuso porque ele não consumou o fato, mas me senti violada de uma forma que nunca tinha me sentido antes. Impotência é a sensação de você perceber que nada do que você faça vai te tirar daquela situação, foi assim que me senti naquele momento. Ele poderia ter conseguido e eu com certeza teria medo de contar a alguém, pois seria mal interpretada. Chorei durante dias e me questionei se não teria feito algo para dar abertura para a atitude dele, mas não, eu não fiz e não existe essa de "ela deu a entender que queria", porque nesse caso é a interpretação do abusador que vai sempre pender para o lado que é favorável para ele. Ainda hoje, 6 anos depois, as vezes acordo desesperada de um pesadelo com esse dia. Essa não foi a única vez em que alguém tentou transar comigo só porque eu aceitei uma carona ou porque estava em uma festa, algumas vezes alcoolizada. Nenhuma das pessoas que ignorou o meu NÃO era um estranho, ele achou que tinha direito até eu sair correndo, ou chamar alguém. E na maioria das vezes eu nem de short estava, era calça e alguma blusinha ou camiseta. Assim como já fui chamada de vagabunda por estar andando na rua, exercendo meu direito de ir e vir, usando um short num calor de 35ºC. Mas eu poderia estar de biquíni. Eu não tenho culpa, nenhuma de nós tem. Eles agem de acordo com um tal papel de homem, o selo macho de qualidade que por ser aprovado e aceito pela sociedade faz com que nos calemos.





A Fê escreveu um texto ótimo também e que me deu a força que faltava para vir aqui conversar com vocês, inclusive usei algumas das imagens que ela usou por ter achado as mesmas muito enriquecedoras para o diálogo. Eu quis escrever esse texto e dividir minha experiência porque não dá mais para ver o sofrimento de todas as mulheres minimizado e a busca por uma justificativa para uma coisa onde a única justificativa é a existência de um abusador. Também não estou tentando comparar minha dor com a da menina no Rio de Janeiro, a minha intenção é mostrar que TODAS somos vítimas ou seremos da cultura do estupro e de toda essa violência comentida contra nós. Eu sinto Solidariedade e Empatia, não quero ver ninguém sendo condenado quando é vítima, todas estamos sujeitas a termos nosso comportamento sendo usado como argumento para justificar porque fomos vítimas.

Lembra quando eu comecei o texto dizendo que a cada 11 minutos uma mulher é estuprada? Desde o momento em que esse texto foi iniciado até agora quando foi publicado foram cerca de 24 horas, o que significa que aproximadamente 130 mulheres foram estupradas. Não dá para ficar calada diante disso.

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domingo, 29 de maio de 2016

Sobre solicitação de Visto Americano

Se você chegou agora, este post faz parte do planejamento da minha viagem que estou diidindo aqui no blog. Como já foi dito, após escolher o mês da viagem iniciei uma das partes essênciais do planejamento de uma primeira viagem para os Estados Unidos que é a documentação. Eu já contei sobre emissão de passaporte aqui e a etapa seguinte é a solicitação do visto que é o assunto de hoje.


O Visto nada mais é do que uma autorização para entrada em um determinado país por um tempo pré-estabelecido. Nem todos os países exigem visto para turistas, porém os Estados Unidos exigem visto para os brasileiros que desejam cruzar a fronteira. Vale pesquisar antes de fazer qualquer viagem se o país que você deseja visitar exige visto. O Ministério das Relações Externas do Brasil traz uma lista com os países que exigem visto aos turistas brasileiros. E existem diferentes tipos de vistos que vão indicar qual o motivo da sua viagem. No meu caso, o visto solicitado foi o de não imigrante para turismo. Aqui você pode ler mais sobre cada um dos vistos para não-imigrantes.

Para fazer a solicitação do visto, é necessário preencher o formulário DS-160, onde você já seleciona a cidade onde irá realizar sua entrevista. Esse formulário é um questionário onde você informa dados pessoais, fala do seu emprego, etc. Quando eu solicitei meu visto contratei um despachante para fazer o preenchimento do formulário porque eu estava meio sem tempo e com preguiça (shame on me). Porém muita gente diz que é tranquilo preencher sozinho, além da economia dos honorários do despachate. Não me arrependi de ter contratado o serviço, porém dá sim para fazer sozinho, é só prestar atenção e se informar. Então eu preenchi um questionário que o despachante me enviou e ele fez o preenchimento e cadastro no site da Embaixada Americana.

O formulário DS-160 está em inglês, porém posicionando o cursor do mouse sobre a pergunta ele mostra a tradução. Caso você pretenda fazer esse procedimento sozinho, não esqueça de salvar as informações a cada etapa, para caso ocorra alguma falha você não perca tudo que já fez. Também é importante preencher as informações como elas constam nos documentos.

Após o preenchimento é gerada um boleto com a taxa MRV no valor de 160 dólares, que é convertido para a cotação do dia (no meu caso paguei aproximadamente R$650 em fevereiro de 2016), você também pode pagar no cartão de crédito, o que já adianta para a marcação da entrevista que só será realizada quando o pagamento for identificado pelo sistema.

Depois de pagar, você agenda a entrevista no consulado e a visita ao CASV (Centro de Apoio ao Solicitante de Visto). Embora você vá agendar primeiro a data da entrevista no consulado, você deve marcar a visita ao CASV em data anterior, pois é necessário tirar a foto e fazer a coleta de impressões digitais antes da entrevista. Parece confuso, mas não é!

Eu fui ao CASV da Vila Mariana em São Paulo. A orientação é não portar aparelhos eletrônicos e nem bolsas grandes, porém eu (MINHA EXPERIÊNCIA, ok?) mostrei ao segurança que o celular entraria desligado e ele autorizou minha entrada. No CASV, como eu já disse é feita a foto digital e coleta de digitais e para esta etapa você deve levar a confirmação do DS-160 que você imprime após concluir preenchimento do mesmo e seu passaporte válido e, caso você tenha, o passaporte antigo com o visto. O atendimento lá foi bem rápido e tranquilo.

No dia seguinte eu fui fazer a entrevista no Consulado de São Paulo. Aqui já não é permitido entrar com bolsa grande e nem eletrônicos, porém, há diversos guarda-volumes próximos ao local que cobram entre RS5 e R$10 para você deixar seus pertences. Eu entrei no consulado apenas com a pasta com meus documentos. Ficou tudo no guarda-volumes. No dia que eu fui estava bem tranquilo na hora que cheguei, depois começou a encher, mas eu consegui entrar com uns 50 minutos de antecedência.

Para o consulado deve-se levar:

  • Passaporte válido;
  • Passaporte antigo com visto (caso possua);
  • Qualquer outro documento que você ache necessário para comprovação de vínculos.
A Embaixada dos Estados Unidos espera que você tenha vínculos com o Brasil que signifiquem que você vá voltar, portanto eles podem solicitar algum documento na hora da entrevista. Os documentos recomendados são:

  • 3 últimos holerites
  • Declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física
  • Extrato da conta bancária do último mês
  • Matrícula ou pagamento da escola do último mês caso estude
  • Carta de Custeio (caso outra pessoa vá arcar com os custos da sua viagem)
  • Escritura de imóveis, documento de veículos
  • Contrato Social (se for empregador)
  • Declaração de pró-labore do contador (se for empregador)
  • Livro de Regristro de empregados (se for empregador)
  • Inscrição da prefeitura (se for autônomo)
  • Contrato de prestação de serviços (caso seja autônomo)
Como não estudo, não tenho imóveis ou veículo, levei apenas os holerites, extratos do banco, faturas do cartão de crédito, declaração do IR e documentos pessoais (CTPS, RG, CPF, etc).

Durante a entrevista que caso você não saiba ocorre numa espécie de cabine (parece uma bilheteria com um vidro separando você do agente consular), o entrevistador faz perguntas com base nas informações que você colocou no DS-160, por isso é de extrema importância NÃO MENTIR, porque eles sabem e ai você vai ter seu visto negado. No meu caso, as perguntas foram:
Para onde eu ia e com quem. E quando respondi que sozinha ela perguntou por que eu ia sozinha. Depois ela perguntou se eu já tinha viajado para o exterior e eu respondi que não. Então vieram as perguntas sobre renda e emprego. Ela perguntou o que eu fazia, o que era a empresa que eu trabalho e qual minha renda. Como eu não havia declarado renda no formulário ela pediu para ver minha declaração do IR e ai visto concedido.

É normal ficarmos nervosos, por ser algo importante para nós e que normalmente envolve sonhos. Mas além da dica de não mentir nem no formulário e nem na entrevista, posso dizer que com isso sua chance já é maior. Organize seus documentos em uma pasta, eu usei uma sanfonada, pois consegui organizar tudo nas divisórias e caso precisasse seria mais fácil para encontrar o que a entrevistadora pedisse e foi ótimo, já que quando ela pediu o IR eu já sabia onde estava. Outra coisa importante é manter a calma por mais difícil que seja e não ficar falando muito, responda somente o que for perguntado, assim é mais difícil de se enrolar e falar algo que gere novas perguntas.
Uma outra informação importante é que a própria Embaixada recomenda que você primeiro solicite o visto antes de comprar passagens e outros ítens da viagem.

Vou deixar um link onde você pode encontrar as orientações da Embaixada Americana para solicitação de visto de não-imigrante, pois embora eu tenha contado minha experiência nessa postagem é importante que você consulte sempre as informações oficiais antes de solicitar seu visto.

Alguma dúvida sobre esse assunto? Tem algum outro assunto sobre o qual vocês querem saber? 

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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Minha mini coleção de Pullips

As pessoas fazem coleção de todo o tipo. Eu gosto de brinquedos. Tenho alguns bonecos Funko Pop e posso falar deles em outra oportunidade, mas hoje eu vim falar da minha "coleção" de Pullips. Que caso alguém não conheça, são bonecas colecionáveis. Não vejo como brinquedos, já que não custam tão barato e não são tão resistentes assim pra gente colocar nas mãos de crianças, mas a maioria das pessoas chama de brinquedo.



Ao final desse post vou deixar todos os links que acho interessantes sobre esse universo.

Ainda assim, o que é uma Pullip?


Pullip é uma Fashion Doll colecionável criada pela empresa Cheonsang Cheonha da Coréia do Sul em 2003. Pullip tem uma cabeça grande em um corpo de plástico articulado, com os olhos que podem mudar posições e dar uma piscadela. Pullip foi comercializada pela primeira vez por Jun Planning do Japão, mas desde o início de 2009, tem sido comercializada por Groove da Coreia. Pullip ( 풀잎 ) significa " folha de grama / folha " em coreano . Desde o lançamento da boneca original do sexo feminino, foram acrescentadas outras linhas de bonecas: Seu namorado, inicialmente o Namu ( 나무 , árvore ) e depois o Taeyang ( 태양 , sol ) com sua irmã mais nova Dal( 달 , lua ) , e a melhor amiga da Dal, a Byul ( 별 ,estrela), e irmão mais novo de Pullip , Isul ( 이슬 , orvalho ) . Em fevereiro de 2013, um novo membro da família Pullip foi introduzido - Yeolume ( 여 루메 , frutas) , que é filha da Pullip no Futuro . Há também uma linha de miniatura de Little Pullip e Little Dal . Agora chamada Little Pullip / Dal e Docolla , bonecas Pullip são muitas vezes personalizadas. Versões posteriores têm perucas que podem ser substituídas e a cor dos olhos pode ser facilmente alterada.  Fonte: Pullip.com.br

Eu conheci as Pullips pelo Flickr entre 2009 e 2010, não me lembro exatamente. Como elas são importadas, custavam na época em média 100 dólares, com o dólar próximo a R$2,00 naquela época (saudades) se você tivesse um cartão internacional (o que na época eu não tinha, já que nem trabalhando eu estava), com as taxas e se a alfândega não taxasse sua encomenda você conseguia ali com menos de 250 reais comprar uma Pullip.

Para as pessoas que não tinham esse recurso, havia quem comprasse essas bonecas e revendesse, algumas pessoas aceitavam até encomendas. O preço ficava um pouco mais alto, mas era o que podíamos fazer.


Este foi um set somente com Taeyangs e a Pullip Dorothy lançado em Março de 2008

Todos os meses é lançada uma boneca de cada integrante da família seguindo um tema predefinido. Então elas possuem roupas (outfits) muito bem elaborados, dá vontade de ter todos. Seguindo esse assunto, algumas pessoas acabam comprando as dolls e vendendo separadas do outfit. Se sua idéia não for mantê-las com o outfit original (stock) para sempre, é uma boa alternativa.

Minha primeira Pullip foi adotada em 2010. Como assim adotada? Como o Flickr não permitia vendas, usávamos esse termo que acabou ficando até hoje, ainda mais quando usávamos o termo "filha" para falar das nossas Pullips. A Felícia é uma Pullip Steampunk Eos, mas quando eu a adotei, ela veio para mim sem roupas e com além da peruca (wig) stock, uma peruca a mais que é a que ela usa até hoje, eu só precisei colar na cabeça dela. O corpo dela também veio trocado e se eu não em engano os olhos também (eyechips). Resumindo, eu só comprei o rostinho dela stock. Ainda assim ela é meu xodó. Ela foi adotada através de um grupo de Dolls no Flickr. Depois de comprá-la eu descobri que apenas 2000 peças dela foram produzidas, então hoje ela é uma doll super rara. Na época eu não sabia haha. Ela ganhou o nome de Felícia após dias e dias riscando nomes de uma lista imensa e hoje olho pra ela e não a vejo com outro nome.


Minha filha ♥


Essa é uma Eos Stock. Créditos na imagem.
Cinco anos depois achei que era hora de dar uma irmã para ela, entrei em um grupo no Facebook de vendas de bonecas (ainda assim, usamos o termo adoção) e durante meses fiquei olhando as publicações até que encontrei a Valentina. Ela é uma Pullip MIO Kit (Make it own) que foi um kit criado pela Groove para que os colecionadores pudessem fazer sua própria doll, principalmente porque hoje muitas pessoas customizam suas pullips, com esse kit você tem uma boneca do zero, sem maquiagem, sem peruca, sem nada e monta ela inteirinha, inclusive os mecanismos dos olhos.

A Valentina foi adotada de uma customizadora que a "fez" para venda. Eu me apaixonei por ela no primeiro momento que a vi, tanto que não demorou muito para ela chegar aqui em casa. O nome demorou um pouco para ser encontrado, mas ela nasceu para ser Valentina.

Valentina ♥

Eu tenho como uma das minhas metas das 101 coisas adotar uma terceira filha, não sei quando isso vai acontecer, mas provavelmente será só depois que eu voltar de Orlando.

Existe todo um universo em torno das Pullips, vendedores de roupas, pessoas que vendem bonecas, etc. Embora eu esteja afastada do Flickr que é onde a mágica acontece, já que o pessoal manda muito bem nas fotos, eu pretendo aumentar a família. Estou iniciando meu retorno ao Flickr, inclusive já criei minha nova conta lá. Assim que eu começar a postar eu coloco o link aqui! Se eu fosse falar tudo o que já conheço sobre Pullips (que é muito pouco) o post ia ficar gigantesco. A idéia hoje era mostrar minhas filhas e contar um pouquinho sobre essas belezuras.

Se vocês quiserem perguntar alguma coisa, fiquem a vontade. Se eu puder responder ficarei muito feliz!

LINKS que podem interessar:

Pullip Style: Para compra de Dolls de toda a família Pullip.
Pullip.com.br: Site brasileiro sobre Pullips, eles têm um grupo no Flickr também muito interessante.
Adoção de Dolls: Grupo no Facebook do qual eu faço parte, onde as pessoas vendem tanto dolls de diversos tipos quanto acessórios.
Site oficial da Groove Dolls: Site oficial. Está meio desatualizado, mas caso queiram ver.

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domingo, 22 de maio de 2016

Sobre emissão de Passaporte

Se você chegou agora, preciso te contar que vou para Orlando e estou dividindo meu planejamento aqui no blog. Hoje vou falar sobre Passaporte que é a primeira coisa, seguida pelo Visto Americano, claro, que você deve considerar quando decide visitar os Estados Unidos. Eu, após marcar minhas férias já procurei adiantar essa etapa do planejamento.

Mickey e Pateta ansiosos (como eu!)
O Passaporte nada mais é do que o documento que te permite viajar para outros países (alguns países necessitam de visto, enquanto outros não exigem nem o passaporte, como no caso do Uruguai, por exemplo). Ele vai ser seu documento válido em terras estrangeiras. O passaporte é emitido pela Polícia Federal e o processo é bem simples.

Você deve entrar no site da Polícia Federal, no menu para solicitação de Passaporte. Verifique antes a lista de documentos necessários para o requerimento. Clicar em Requerer Passaporte e preencher o formulário que é bem simples e explicativo. Ao final desse processo, é gerada uma GRU, que é o boleto que você deve pagar para poder agendar sua visita ao posto da Polícia Federal. Quando eu solicitei, o valor era de R$257,25 e ele é válido por 10 anos.

Assim que o pagamento for identificado, o sistema da PF libera o agendamento para que você visite o posto da PF e tire uma foto, colete digitais e confirme as informações. Eu agendei em São Caetano do Sul e o atendimento foi bem rápido. Uma semana depois o passaporte já estava disponível para retirada no mesmo local.

Atualmente está ocorrendo um atraso na emissão de passaportes devido falta de matéria prima. Então o prazo que era em torno de 7 a 10 dias agora está em torno de 30 dias. Logo, é bom se atentar a isso caso você esteja planejando uma viagem ao exterior. Outro ponto importante é que você deve sempre confirmar as informações no site oficial da PF, já que eu estou aqui apenas contando minha experiência e dependendo de quando você estiver lendo isso, o procedimento pode ter sofrido alguma alteração.

A minha dica é sempre fazer com uma boa antecedência, considerando a validade longa do documento e também o fato de você ainda precisar da aprovação do seu visto americano antes de começar a providenciar sua viagem.

O próximo post dessa saga do meu planejamento da viagem é sobre o Visto. Caso vocês queiram saber sobre algum outro assunto, basta perguntar ai nos comentários!

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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Um dia em silêncio...

O barulho aqui dentro é incômodo. São muitos dramas, muitos desejos, um festival de pensamentos barulhentos fazendo com que eu não durma. Preciso organizar as idéias para conseguir encontrar um caminho, mas quem consegue organizar qualquer coisa em meio a tanto barulho? O excesso de informação não me permite fazer isso.

Se hoje eu encontrasse uma lâmpada mágica, provavelmente o único pedido que eu faria seria um dia em silêncio. Um dia inteiro onde nenhum barulhinho incomodasse e eu pudesse apenas apreciar a vista, sem todo aquele fuzuê dentro da minha cabeça. Onde a delicadeza de um momento não gerasse um zilhão de lembranças ou questionamentos. Onde eu não anotasse mentalmente 46 reclamações pelo clima que mudou, mas conseguisse somente sentir a nova temperatura sem pensar, sem analisar.

Imagem: We ♥ It

Eu queria um dia em silêncio porque as vezes todo esse barulho acontecendo dentro da minha cabeça dói. Agora, eu deveria estar dormindo, mas tem um ruído me dizendo que eu preciso fazer várias coisas que eu provavelmente não vá fazer, porém também não vou conseguir dormir porque o pensamento não vai deixar. Eu queria um botão "mudo" no controle remoto da mente, para eu silenciar esse monte de pensamentos que aparecem em horas que não preciso deles, mas fogem quando quero pensar.

Não preciso calá-los para sempre, só quero uma folga, assim como alguns dias por mês eu tiro folga do trabalho, queria tirar uma folga desse barulho todo. Queria apenas ver as coisas sem ficar pensando no que são e como são, por que são assim, queria apenas sentir a leveza dos momentos sem analisar, sem criar um drama barulhento. Que o som da chuva seja mais alto e mais significativo do que o pensamento de que a chuva vai atrapalhar meu planejamento. Que o som da voz de alguém que eu gosto seja só um barulhinho gostoso de ouvir sem que eu tenha que pensar se concordo ou não com o que esse alguém está dizendo. 

Preciso de um dia em silêncio aqui dentro para sentir mais e pensar menos. Apenas viver e aproveitar o dia sem barulhos desnecessários. Não preciso analisar tudo, as vezes só preciso sentir o gosto do doce, ouvir uma música antiga, usar uma roupa confortável, mas absolutamente fora de moda sem me preocupar com nada, apenas em viver aquele instante plenamente e ser feliz. 

Este texto faz parte da blogagem coletiva do Projeto Escrita Criativa que reúne escritores e blogueiros. O tema para Maio é "Um dia em silêncio".


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terça-feira, 17 de maio de 2016

5 coisas que andei desejando

O tempo todo estamos querendo algo, não é? E quando a gente passa um tempinho na internet sempre aparece alguma outra coisa para desejarmos, mesmo que a gente saiba que não precisa e que não vai comprar ou fazer, porém não há mal algum em ficar paquerando aquelas coisas. Esses dias montei uma listinha com coisas que andei desejando e achei que seria interessante dividir por aqui. A ordem na lista está aleatória, não quero nada mais ou menos, ok?


Por favor, me indiquem um editor de imagens hahaha.

Segue a lista:

1. Tatuagem de Libélula

Imagem daqui.
Eu adoro tatuagens, já tenho 3 (uma hora falo delas aqui) e pra me ajudar, meu irmão é tatuador (ótimo, por sinal) e já fazia algum tempo que eu queria uma nova tatuagem, mas ainda não sabia o que eu queria. Quando li A menina submersa, que tem aquela capa linda com uma libélula, coincidiu de eu estar na praia e ter visto muitas delas, e ai como um estalo me veio a idéia de tatuar libélulas.

Eu não sou muito apegada a esse lance de tatuagem com significado, mesmo porque tatuei apenas coisas que eu achava bonitas. A única tatuagem para a qual eu atribui um significado foi a primeira. Um coração em cada pé porque "dois corações devem caminhar juntos". Porém pesquisando na internet, para matar a curiosidade, descobri que a libélula representa entre muitas outras coisas, renovação após períodos de dificuldades, o que por coincidência bate com aquilo que estou passando na vida.

Como já conversei com meu irmão, a tatuagem deve sair em breve! :) E não, não vou fazer essa tatuagem da foto, meu irmão está criando uma tatuagem para mim que ele vai desenhar, como todas as minhas tatuagens. Para isso, criei um painel de inspirações que enviei para ele. Quer conhecer o trabalho do meu irmão? Site, Instagram, Instagram do Estúdio dele.

2. Boneca de Feltro da Branca de Neve

Imagem daqui.
A Branca de Neve é e sempre foi minha princesa preferida, não sei até hoje porque (talvez por ter sido a primeira animação produzida em Hollywood), mas sempre gostei da história e da princesa.

Outra coisa pela qual sou apaixonada é artesanato, eu já tentei trabalhar com feltro e teria dado muito certo se eu não tivesse morrido na preguiça e largado tudo, porém sou apaixonada pela quantidade de coisas que as pessoas conseguem fazer. ♥

Viajando no Pinterest, encontrei essa fofura da Mamãe Arteira, como vocês podem ver nos créditos da imagem. Me encantei pela perfeição e já quero uma também.


3. Berloque da Carruagem da Cinderela

Imagem daqui.
Já deu para perceber que sou apaixonada pela Disney, não é? Eu comprei em janeiro uma Pulseira Life by Vivara e aos poucos estou completando ela com coisas que signifiquem algo para mim, ou que me representem, inclusive comprei um berloque do vestido da Branca de Neve em março.

A Pandora lançou uma coleção de berloques exclusivos que são vendidos somente nos parques da Disney. Eu sei que minha pulseira é da Vivara, mas sei que alguns berloques servem nas duas pulseiras e quero muito muito essa carruagem, porque estou pensando em ter alguma coisa de cada princesa que gosto. Talvez eu não compre exatamente ESTE berloque, mas quero sim uma carruagem da Cinderela na minha pulseira. É uma ótima lembrança para eu trazer de lá.


4. Cabelo curto
Imagem daqui.

Desde os 12 anos eu uso cabelo comprido e nos últimos anos ele tem ficado BEM comprido mesmo. Se eu gosto? Eu amo! Meu cabelo é meu xodó. Aos 18 eu pintei o cabelo pela última vez e já faz uns 6 anos que consegui tirar toda a tinta do cabelo, então não faz parte dos meus planos pintar novamente, mas isso pode sempre ser mudado, como já conversamos antes. Porém ando sentindo uma necessidade de mudar alguma coisa e para nós mulheres a forma mais notável de mudar é mexer no cabelo! Foi ai que pensei em cortar mais curto.

Tenho pesquisado bastante e tentado criar coragem para cortar e, nesse caso deixar outra pessoa cortar meu cabelo, já que desde 2014 quando perdi o contato com meu cabeleireiro, sou eu mesma quem corta meu cabelinho. Vamos ver se consigo, não é?

5. Melissa Flox

Imagem daqui.

Não sou a maior Melisseira, porém vez ou outra um modelo me ganha o coração. Foi assim com a Flox. Li algumas coisas sobre ela que parece ser bem confortável, então já gostei, porque já tive um milhão de problemas com as Melissas das antigas.

Outra coisa muito legal que descobri é que essa coleção Dance Machine da Melissa tem vários modelos unisex, inclusive a própria Flox! O que eu achei muito interessante, mesmo.

Estou ensaiando uma ida ao shopping para comprar a minha. Estava em dúvida sobre a Flox High (com salto) e essa rasteira da foto, mas como eu não consigo me sentir bem de salto, seria desperdício de dinheiro e quero conversar com vocês outra hora sobre as mudanças que fiz no meu modo de comprar.


Claro que tem muitas outras coisas que quero, mas essas foram as vontades que separei para mostrar aqui no blog. Vai render assunto para outras postagens e quero que seja mais do que só uma lista de coisas, quero que seja um ponto de início para uma conversa.

Vocês gostam desse tipo de postagem? O que andam desejando ultimamente?

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domingo, 15 de maio de 2016

Por que escolhi Setembro para conhecer Orlando?

Se você chegou aqui agora, talvez não saiba, mas esse ano eu irei para Orlando. *weeeee* e eu vou dividir tudo aqui no blog com vocês, desde o planejamento. Então achei que seria interessante contar a razão pela qual eu escolhi Setembro para ser o mês da minha visita.





Eu já havia optado por viajar somente no segundo semestre para ter mais tempo para planejar tudo e também providenciar toda a documentação necessária para essa viagem. A primeira decisão que tomei foi que eu gostaria de ir nos meses quentes, porque não gosto de frio. Muita gente adora o friozinho, mas eu não me vejo de casaco na Disney, então eu já sabia que precisaria ir em meses de calor. Depois disso eu decidi fugir dos meses de alta temporada (férias escolares), já que eu iria sozinha e poderia tirar férias em meses mais tranquilos.

Munida dessas decisões eu comecei a pesquisa para encontrar o mês ideal. Vamos entrar num acordo aqui de que qualquer mês na Disney é bom, mas eu tinha critérios para fazer essa viagem e comecei a busca. Pesquisei em diversos sites os melhores meses em Orlando, onde considerei clima e lotação esperada nos parques. O Vai pra Disney (já falei deles aqui? Adoro esse site) tem uma postagem com um resumo dos eventos durante todo o ano e foi assim que eu olhei para Setembro e entendi que baixa lotação, calor, e festa de Halloween eram tudo o que eu precisava em Orlando. Outro site bem interessante para pesquisar sobre esse assunto é o da Andreza.

De cara eu havia decidido pela segunda quinzena, porém quando fui marcar minhas férias, essa época não estava mais disponível e eu tive que ficar com a primeira mesmo, mas tudo bem. Eu iria para Orlando e esses quinze dias de diferença não iam me matar, muito pelo contrário, eu iria ANTES!

Sabendo disso, criei uma lista no Google Keep para a viagem onde constava Passaporte, Visto, Hotel, Parques, Ingresso do Halloween, pois já havia decidido participar!

Abaixo um resumo com informações que achei importantes na hora de tomar a decisão de ir em setembro.

Resumo de Setembro em Orlando.

  • Clima quente. Embora possam ocorrer chuvas, elas são rápidas e não devem comprometer os paseios.
  • Lotação reduzida, pois já acabaram os períodos de férias de verão no hemisfério norte e de Julho aqui no Brasil.
  • Baixa temporada, o que de certa forma reduz alguns preços.
  • Na primeira segunda feira é feriado (Labor Day) e as lojas costumam fazer promoções aos feriados. E eu estarei lá ;)
  • Logo no dia 2 já começam as festividades de Halloween no Magic Kingdom em noites selecionadas. E eu vou à essa festa, esperem um post sobre ela! Essa festa possui o estilo americano de Halloween com distribuição de doces e tudo. Além da parada especial e queima de fogos exclusiva do evento.
  • A partir da segunda quinzena começa o Halloween dos parques da Universal, mas por ser quando eu estarei quase voltando e muito assustador eu de fato não fiz questão, sou medrosa! Mas para quem gosta, é um ótimo programa.
  • Na segunda quinzena começa também o Food & Wine Festival no Epcot (parque do complexo do Walt Disney World), que é um evento gastronômico que para alguém que veio a esse mundo para comer parece uma ótima pedida.
  • Grandes chances de a Disney lançar boas promoções de desconto nas hospedagens dentro do complexo e plano de refeições gratuíto (eu estou viajando com plano de refeições gratuíto).
  • E eu já disse que faz calor???

Na volta eu vou poder confirmar tudo isso, mas como a informação bate em vários sites eu confio que escolhi um mês em que vou aproveitar muito minhas férias.

Sobre o que mais vocês querem ler aqui? Vou tentar organizar essas postagens para todos os domingos e pelo menos uma por semana. E assim vamos conversando! Ok?

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quinta-feira, 12 de maio de 2016

[RESENHA] Estação Onze - Emily St. John Mandel

Imagem: Editora Intrínseca

Título: Estação Onze
Autora: Emily St. John Mandel
Tradução: Rubens Figueiredo
Editora: Intrínseca
Ano da Minha Edição: 2015
Páginas: 320
Avaliação: 5 estrelas


Sinopse: Certa noite, o famoso ator Arthur Leander tem um ataque cardíaco no palco, durante a apresentação de Rei Lear. Jeevan Chaudhary, um paparazzo com treinamento em primeiros socorros, está na plateia e vai em seu auxílio. A atriz mirim Kirsten Raymonde observa horrorizada a tentativa de ressuscitação cardiopulmonar enquanto as cortinas se fecham, mas o ator já está morto. Nessa mesma noite, enquanto Jeevan volta para casa, uma terrível gripe começa a se espalhar. Os hospitais estão lotados, e pela janela do apartamento em que se refugiou com o irmão, Jeevan vê os carros bloquearem a estrada, tiros serem disparados e a vida se desintegrar.Quase vinte anos depois, Kirsten é uma atriz na Sinfonia Itinerante. Com a pequena trupe de artistas, ela viaja pelos assentamentos do mundo pós-calamidade, apresentando peças de Shakespeare e números musicais para as comunidades de sobreviventes.Abarcando décadas, a narrativa vai e volta no tempo para descrever a vida antes e depois da pandemia. Enquanto Arthur se apaixona e desapaixona, enquanto Jeevan ouve os locutores dizerem boa-noite pela última vez e enquanto Kirsten é enredada por um suposto profeta, as reviravoltas do destino conectarão todos eles. Impressionante, único e comovente, Estação Onze reflete sobre arte, fama e efemeridade, e sobre como os relacionamentos nos ajudam a superar tudo, até mesmo o fim do mundo.

Como sempre, um aviso básico: Esta resenha pode conter algum Spoiler! Juro que evitei ao máximo! 

A EDIÇÃO: Esse foi o primeiro livro que li pelo aplicativo do Kindle para Android (mas existe aplicativo para iOs, sem contar o Kindle cloudreader). Eu resolvi baixar esse aplicativo depois de ler sobre ele e resolvi testar. Quando baixei o aplicativo ganhei um cupom de 10 reais para gastar na loja Kindle e comprei Estação Onze (depois de ler a retrospectiva literária da Ana Luiza eu fiquei muito interessada nele) e Como se Apaixonar da Cecelia Ahern, mas isso é assunto para outra hora.

RESENHA:
O mundo era o que conhecemos, pessoas fazendo compras, usando internet, tomando banhos quentes em suas casas, indo ao teatro até que um ator famoso desaba em palco no meio de um espetáculo. Uma das atrizes mirins da peça, Kirsten Raymonde, assiste a tentativa de um integrante da platéia de reanimar o talentoso Arthur Leander. Logo em seguida Jeevan Chaudhary recebe a notícia de que uma gripe fortíssima e fatal, chamada de Gripe da Geórgia, chegou. Então ele se refugia no apartamento do seu irmão com esperança de que tudo volte ao normal.

Somos conduzidos até 20 anos após a gripe e conhecemos a Sinfonia Itinerante, da qual Kirsten faz parte. A trupe faz apresentações pelo que se tornaram as cidades duas décadas após a gripe, viajando com um grupo de trailers e cavalos, músicos e atores e um lema: "sobreviver não é suficiente" retirado de um episódio de Star Treck, eles apresentam obras de Shakespeare e fazem concertos nos assentamentos do novo mundo. Em uma dessas cidades eles descobrem a existência de um profeta e é a partir daí que precisam mudar de rota, que passam por diversas dificuldades (maiores do que as que já enfrentam). 

"Ninguém nunca acha que é horrível, mesmo as pessoas que são horríveis de fato. É uma espécie de mecanismo de sobrevivência."

Eu nunca havia parado para pensar na possibilidade de viver em um mundo onde tudo o que conheço fosse tirado de mim, desde pessoas até pequenas comodidades, como internet ou novos pares de óculos à medida que minha miopia fosse aumentando. E Estação Onze trouxe esse assunto à tona.
"(...) Antigamente, conseguia enxergar razoavelmente com a ajuda de seus óculos de lentes muito grossas, porém seis anos antes os perdera e desde então passara a viver numa paisagem desorientadora, resumida a uma única cor dependendo da estação - no verão, em geral verde; no inverno, cinzento e branco, sobretudo -, na qual vultos enevoados oscilavam por um momento e depois sumiam, antes que ele pudesse distinguir quem ou o que era. (...)"

O livro fala de pessoas, da convivência em sociedade e de esperança. Da compreensão que nos chega quando estamos no limite de uma situação. Algo que me serviu para a vida. No início as pessoas foram à loucura por puro instinto de sobrevivência e depois perceberam a necessidade de estarem juntas. E foi isso que formou as  novas cidades. Semelhanças, objetivos em comum. O livro fala dessa capacidade de lutar pela vida que temos. Fala de família e não só dos laços sanguíneos, como também sobre pessoas que nos são como família.

A história vai e volta o tempo todo. Nos vemos viajando com a Sinfonia e em seguida participando da vida de Arthur com todos seus relacionamentos e dúvidas. Conhecemos Arthur desde suas origens até seu trágico fim. Arthur é o elo entre todos os personagens principais da história. E através do seu passado conhecemos também seu melhor amigo, Clark; sua primeira esposa, Miranda; seu filho Tyler e a mãe dele, Elizabeth (a segunda esposa). E é incrível como Emily faz esse link entre eles guiar a história.

Tenho lido muitos livros que não possuem uma narrativa linear e cada vez me sinto mais confortável com esse tipo de escrita. Acredito ser até um ponto positivo essa mistura entre os acontecimentos de antes e depois da Gripe da Geórgia. A escrita de Emily me abraçou. Me senti envolvida pela história e quis terminar logo o livro para saber o que aconteceria.

"Nas tardes de silêncio no apartamento do irmão, Jeevan se pegava pensando em como a cidade é humana, como tudo é humano. Nós reclamamos de como o mundo moderno é impessoal, mas isso é mentira, era o que lhe parecia; nunca tinha sido impessoal, nem de longe. Sempre houve uma sutil e sólida infraestrutura de gente, todos trabalhando à nossa volta, sem serem notados, e, quando as pessoas param de trabalhar, todo o sistema emperra e para. (...)"

Se eu gostei desse livro? Eu AMEI. Eu fui envolvida pela história, eu pensei na VIDA, essa coisa gigante que muitas vezes a gente acha que é tão limitada. Estação Onze se tornou um dos meus livros preferidos. Me apaixonei por ele do começo ao fim e com certeza vou ler outra vez, talvez até numa versão física, pois já considerei comprar o livro.

Você já leu esse livro? Se interessou?

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domingo, 8 de maio de 2016

Vamos para a Disney?


É com muita alegria e emoção que conto que finalmente meu presente de aniversário desse ano saiu. Eu vou pra Orlando! Ainda falta algum tempo, já que só vou em setembro, porém decidi dividir esse momento aqui. Eu já havia decidido ir para lá esse ano, e desde o ano passado estava pesquisando sobre a cidade, o que eu precisava e como eu poderia realizar esse sonho.

Inicialmente eu contaria tudo aqui apenas na volta, porém pensando melhor decidi dividir todo o planejamento, para poder de certa forma ajudar caso alguém esteja pensando em ir também! Então vou acabar voltando no tempo hoje para contar sobre o meu sonho e onde estou no planejamento, esses assuntos podem voltar de forma mais detalhada depois, vamos nos falando, ok?



Minha Princesa Favorita ♥


Vamos lá?

Eu sempre gostei das animações da Disney e de certa forma sempre quis ir pra lá, mas não tinha muita idéia do que era preciso para estar lá, e há alguns anos era praticamente impossível ir para os Estados Unidos, porém as coisas foram mudando e esse sonho foi ficando mais acessível (mesmo com dólar alto e tudo o mais). E Orlando é mágica não é? Tantos parques, tantos personagens, tudo incrível quando a gente fica babando daqui. Depois que o Universal Studios inaugurou as áreas do Harry Potter eu tive certeza que não aguentaria mais esperar, já que toda vez que via algum programa de TV sobre os parques de Orlando começava a chorar no sofá!

Meu primeiro plano era de ir ano passado, porém não deu certo. Refiz meu planejamento de vida e como em 2017 quero voltar a estudar / dar entrada em um imóvel, eu decidi que tinha que ir em 2016. Não ia poder passar. A primeira coisa que fiz foi chamar algumas pessoas para ir comigo, mas elas não podiam ou devido ao fato de a economia do Brasil não estar muito boa, não achavam que valia a pena o investimento. Fiquei muito triste até que decidi que isso não me impediria e eu iria sozinha mesmo! Então comecei a pesquisar para saber como era estar sozinha em Orlando e imaginem minha tristeza quando encontrei apenas um relato sobre isso. Ainda assim não desanimei. Decidi ser mais uma pessoa que contaria a experiência depois.




Continuei pesquisando e decidi que iria no segundo semestre de 2016. Ainda no site do Vai Pra Disney eu li um resumo de como eram os meses em Orlando e escolhi setembro, eu queria ir mais para o final do mês, porém não consegui marcar férias para o final, somente para o começo (tiro cerca de 20 dias de férias). Com as férias marcadas fui atrás da documentação, pois para entrar nos Estados Unidos precisamos de passaporte e visto americano e eu não tinha nada disso. O passaporte foi adquirido em novembro e eu contarei mais sobre como tirar passaporte em outro post. Já o visto demorou um pouco mais por motivos diversos, só consegui iniciar o processo para solicitação e obtenção dele no final de janeiro, tendo ficado tudo pronto em fevereiro. Eu me segurei bastante para não fazer cotações nem pesquisas antes de ter o visto em mãos, então quando recebi o SIM do consulado, já voltei para casa pesquisando passagens.

Eu havia definido um período de 14 dias e queria voltar pelo menos 4 dias antes de retornar ao trabalho para poder descansar, então tinha uma flexibilidade de datas. Eu olhava todos os dias, várias vezes ao dia procurando promoções. Quando encontrei um vôo num preço que achei justo eu comprei e isso foi dois dias antes do meu aniversário. Enquanto não decidia o restante das coisas pesquisei muito mesmo para agora na primeira semana de maio eu finalmente fechar os parques e a hospedagem do jeito que eu queria (com plano de refeições gratuíto). Durante esse tempo todo eu li vários sites sobre  Orlando e participei de grupos no facebook sobre o assunto onde eu acabei conhecendo mais algumas pessoas que tinham viajado sozinhas para lá e pude tirar algumas dúvidas, anotei tudo o que achava interessante no Google Keep e desde o mês passado fui planejando o que queria pesquisar, ou decidir no meu Bullet Journal.



Já estou com meu roteiro definido e agora serão apenas pequenos ajustes. E minha idéia é dividir tudo isso com vocês. Planejar uma viagem dessas não é fácil, e sozinha é ainda mais complicado, mas eu estou curtindo cada parte do planejamento e da contagem regressiva. Existem momentos de pânico, de stress e já surtei várias vezes, mas quando a gente começa a ver o nosso sonho mais perto de se realizar, percebe que cada dificuldade vale a pena.

Hoje eu só vim aqui para dividir minha alegria e avisar que vocês vão encontrar bastate assunto sobre viagem, Disney, planejamento por aqui. Pretendo detalhar as etapas que já passei do planejamento em breve. Mas vocês podem participar me dando dicas ou perguntando algo que gostariam de saber, eu vou adorar conversar sobre isso com vocês.

Ah, as imagens desse post foram retiradas dos sites do Walt Disney World e do Universal Orlando Resort.

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quarta-feira, 4 de maio de 2016

[Para Assistir] Mogli - O Menino Lobo

Segunda-feira fui ao cinema assistir Mogli - O menino Lobo com a minha mãe (que não ia ao cinema desde antes de eu nascer!) e achei justo contar sobre o que vi no cinema aqui no blog!





Informações e Sinopse
Título Original: The Jungle Book
Ano de Lançamento: 2016
Distribuidor: Walt Disney
Duração: 105 minutos


Mogli - O Menino Logo (The Jungle Book) é uma inédita aventura épica live-action sobre Mogli (novato Neel Sethi), um menino criado na selva por uma família de lobos que embarca em uma cativante jornada de autoconhecimento quando é forçado a abandonar o único lar que conhece. 
Fonte: Disney Filmes


O filme conta a história de Mogli (Neel Sethi que é um fofo, a propósito). O garoto, após ser resgatado pela pantera Bagheera ainda bebê é deixado aos cuidados da alcatéia e criado pela loba Raksha como seu filhote, como ela mesma afirma em dado momento do filme. Mogli tem na alcatéia a única família que conhece até que Shere Khan, o tigre, enxerga no filhote de homem uma ameaça e ele não vê outra alternativa se não ir embora para proteger a alcatéia e a todos na selva.


Imagem: Disney Filmes

Bagheera e Mogli partem com destino à aldeia dos homens quando são separados e Mogli se vê sozinho no meio da selva. A partir daí ele conhece outros animais, entre eles a perigosa Kaa, uma cobra que com sua voz e olhares sedutores chamam a atenção do garoto, logo após somos apresentados ao adorável e esperto Balu, o urso, e eles formam um laço de amizade. Além de Balu, Mogli também acaba conhecendo o Rei Louie que tenta convencê-lo a unir-se a ele em troca de poder e proteção, desde que o garoto lhe ensine um segredo dos homens.

Eu lembrava pouquíssimo da versão original de Mogli, em desenho de 1968, que eu devo ter visto apenas uma vez e que foi a última animação cuja produção foi supervisionada por Walt Disney. Mas ainda assim quando vi que sairia essa refilmagem da história decidi que iria assistir porque sou fã das produções da Disney e amo filmes com animais.

O filme conta com o carisma do Neel Sethi que apesar de ter apenas 10 anos e ser iniciante conseguiu me cativar mesmo sendo o único ator em cena, interagindo com animais de computação gráfica que, poxa vida, foram produzidos de forma a parecerem reais e realmente pareceram. Além da semelhança com animais de verdades eles apresentaram personalidades marcantes e que mesmo sabendo que animais não falam de verdade, os animais habitantes da selva neste filme me fizeram esquecer desse detalhe durante a sessão.

Imagem: Disney Filmes

O filme apresenta cenas de humor, ação e até mesmo tem algumas partes em que somos pegos de surpresa. A história nos faz pensar na intervenção do homem na natureza e também em valores como família e amizade. Como uma das poucas coisas que eu lembrava do desenho era a música do Balu, eu parecia uma criança cantando junto no cinema (shame on me)...



Infelizmente no horário em que eu podia ir ao cinema só estava disponível a versão 2D, mas acredito que em 3D seja ainda melhor a experiência. Assisti ao filme dublado, porque na minha cidade o cinema não apresenta filmes legendados, porém não sinto que perdi muito com a dublagem não.

Eu e a mamãe amamos o filme. Nos emocionamos e nos divertimos muito. É um filme muito bonito de se ver e com uma história que além de bonita e interessante, vale o ingresso pela qualidade da produção.

E vocês? Assistiram Mogli - O Menino Lobo?

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domingo, 1 de maio de 2016

Bullet Journal: O que é e como foi minha experiência com ele.


Constantemente eu tenho falado aqui, que uma das minhas maiores dificuldades é a organização. E eu tenho feito algumas mudanças de hábito que estão me ajudando com isso. Além da utilização de ferramentas para me organizar na realização das minhas tarefas. 


Nas minhas aventuras na internet conheci o Bullet Journal através da Maki do Desancorando, inclusive ela escreveu esse post incrível essa semana e decidi experimentar após pesquisar um pouco mais sobre o assunto. Vou contar para vocês rapidinho o que é o BuJo e como você pode fazer um também, além é claro de dividir as lições aprendidas nesse primeiro mês com ele.


O que é o Bullet Journal?

O Bullet Journal é um método de organização baseado no conceito de rapid logging, que seria você anotar suas tarefas como uma lista, de forma rápida e simples. E para isso você usa os bullets, que são os símbolos para identificar que tipo de atividade é aquela. Essa técnica foi criada pelo Ryder Carroll e é bem simples.

Você precisa de um caderno e uma caneta para ter seu Bullet Journal, e embora ele seja personalizável, existem algumas regrinhas para que ele funcione:


  • Como a idéia é que você centralize suas tarefas e planejamentos no Bullet Journal, você precisa ter um índice (ou index) para saber onde está cada coisa, então é importante numerar as páginas.
  • Tenha títulos para as páginas. Assim você pode inserí-las no índice e saber exatamente o que tem ali.
  • Você precisa montar uma página com uma legenda para os bullets (ou Key), pois existe um conjunto de símbolos criados pelo Ryder Carroll, mas se você precisar de outros, pode criar, você apenas tem que saber para que servem, então isso vai para a página de legenda.
De acordo com Ryder Carroll, esses são os Bullets que você precisa utilizar no seu BuJo:

• Tarefa
‹ Tarefa Remarcada no mês
› Tarefa adiada para o mês seguinte
x Tarefa Cancelada   
o Compromisso / Evento
_ Nota / Idéia / Pensamento, tudo aquilo que você precisa lembrar...
* Importante
! Inspiração
etc.

Mas você pode criar os seus personalizados, eu, por exemplo uso bullets personalizados.



O site oficial do Bullet Journal, traz uma explicação de como começar o seu próprio Bullet Journal, está em inglês, mas ele também tem um vídeo que está bem explicadinho e fácil de aprender.



Veja que ele pede um Future Log que sao entradas para o futuro. Onde você pode já ir anotando compromissos e tarefas que só serão realizadas em outros meses, para não perder a informação. Depois você precisa de uma Entrada Mensal, onde vai enxergar todo o seu mês. Mesmo antes de planejar aquele dia específico. E por último as entradas diárias onde você vai anotando dia a dia as suas tarefas.

O restante é personalizar de acordo com as suas necessidades. 

Se você entrar no Pinterest vai encontrar uma infinidade de idéias de como personalizar seu Bullet Journal, mas lembre-se que ele deve te ajudar a se organizar antes de qualquer coisa, e se ele te ajudar e melhorar sua produtividade, ele já cumpriu seu papel!


Como montei o meu Bullet Journal?

A maioria dos BuJos que você vai encontrar por aí na internet estão em cadernos de folhas quadriculadas, o que facilita muito, tanto para desenhar tabelas quanto para inserir os bullets. Mas como eu estava testando a ferramenta, decidi usar um caderno que ganhei da empresa ano passado e tinha um bom tamanho e capa dura. Achei adequado, além de me impedir de gastar comprando um caderno para algo que eu ainda não sabia se funcionaria para mim.

Conheci o BuJo no fim de março e decidi que começaria em abril. Então fiquei alguns dias buscando inspirações e planejando o que eu queria colocar no BuJo.

Esqueci da Legenda de cara, então encaixei ela antes do Índice rs. Ficou assim:


  • Legenda
  • Índice
  • Future Log (que eu chamei de Para o Futuro)
  • Tabela de Turno (minha escala do trabalho do ano todo)
  • Monthly Log - Abril, colei um calendário do mês que peguei no Blooming Homestead.
  • Habit Tracker (fiz uma tabela no Excel)
  • Finanças
  • Metas do Mês
  • Great Memories
  • Daily Logs (entradas diárias)
  • Toda vez que uma semana acabava eu senti necessidade de um planejamento da semana seguinte então ia colocando essas entradas no fim de cada semana.


O que aprendi com o Bullet Journal?

O Bullet Journal me ajudou a definir minhas prioridades. Me ajudou a entender que não adiantava eu fazer um milhão de planos para um dia em que eu tinha que trabalhar a tarde e provavelmente acordaria tarde naquele dia. Eu não iria fazer mesmo! No começo fiquei remarcando as tarefas, e ainda aos poucos fui aprendendo a dividir as coisas durante a semana (ai a importância de fazer uma lista com coisas que eu queria fazer na semana para poder dividir entre os dias).

No final do mês eu passei por uns dias bem ruins, então eu dei uma super desanimada e ficou meio difícil usar o Bullet Journal porque eu não estava muito motivada, porém eu continuei fazendo tudo, só fui mais flexível e tentei não ficar me cobrando quando não conseguia fazer.

Eu nunca fui boa com planejamento de longo prazo, com o ano todo ali disposto eu consegui planejar alguns ítens da lista de 101 coisas em 1001 dias, aqueles que serão realizados periódicamente, então já sei quando tenho que fazer cada coisa! Então hoje eu consigo planejar algo para Dezembro, por exemplo! É mágico, porque eu só conseguia planejar algo para no máximo uma semana. Aos ítens da lista que se referiam a mudanças de habitos, coloquei os que queria fazer agora no Tracker e consigo controlar melhor.

No meio do caminho senti falta de algumas coisas e isso acabou dando trabalho porque eu ainda não aceitava a idéia de colocar páginas aleatórias no caderno, mas o índice está ai para isso, não é? Abril foi uma experiência teste para o BuJo, e eu vou sim continuar, tanto que já iniciei o de Maio. Alterei o que não estava muito bom e acrescentei algumas coisas...

Fiz uma página para colocar as idéias para o blog, já que em abril elas ficavam soltas nos dias ou nas semanas. Fiz também uma página para o planejamento da minha viagem e mudei o layout das entradas porque eu estava meio irritada de fazer bandeirinhas todos os dias, agora eu já faço tudo em uma tacada só. Coloco aquilo que quero fazer na semana enquanto já distribuo o que já tem data definida nos dias certinho. Assim achei mais fácil visualizar tudo. Agora só preciso ver se vou me adaptar assim... Caso não dê, eu mudo de novo! Sem crise.



Outra coisa é que consegui "casar" ele com o Google Keep, já que algumas vezes eu saio sem o caderno, então anoto no celular as coisas que não posso esquecer e assim vou me organizando.

Vocês já conheciam o BuJo? Gostaram do método? Vamos falar sobre isso!

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