domingo, 29 de abril de 2018

Primeiras impressões sobre o Ensino A Distância

Há alguns dias postei aqui sobre ter passado no vestibular e que estudaria em uma Universidade que somente possui cursos na modalidade EAD. Hoje venho contar como têm sido a experiência nesse primeiro bimestre de aulas.

A primeira coisa que entendi, aprendi, observei é que eu preciso urgentemente montar uma forma de me organizar para dar conta de todas as coisas que preciso assistir e entregar da faculdade e isso é sério! Eu sou procrastinadora de carteirinha e se eu não sentar e estudar eu vou me enrolar mesmo.



Outra coisa que eu observei é que é muito mais difícil estudar à distância, mas muito mais difícil mesmo! Quando você tem uma dúvida, tem que ir atrás no fórum ou então em outros portais para poder solucionar as dúvidas. E algumas vezes a gente se depara com fóruns em em que não tem muita interação, logo é bem complicado. O jeito é apelar para o Google.



Algumas informações sobre o formato do curso:

  • O curso é dividido em bimestres, onde eu cursarei 4 matérias por bimestre.
  • O material é disponibilizado a cada semana sempre às quartas feiras para todas as matérias e é composto por videoaulas e a quantidade depende muito do tópico da semana. Além das videoaulas há também textos-base e vídeos e textos de apoio, além das atividades.
  • Para o primeiro bimestre foram 6 semanas de aulas com novos assuntos e a 7ª semana para revisão, o que acredito que acontecerá nos próximos bimestres também.
  • Dependendo da matéria, em todas as semanas há atividades para nota. Em matemática, por exemplo, sempre tem exercícios de apoio também.
  • Há um calendário pré definido com as datas das aulas presenciais e visitas ao polo para o semestre, então consigo me programar.


É um desafio bem grande começar uma faculdade à distância depois de tanto tempo sem estudar. Estou enferrujada nos assuntos de matemática e também sem noção de organização para inserir essa nova atividade no meu dia-a-dia. Consegui melhorar um pouco nas últimas semanas, mas ai eu já tinha um monte de matéria acumulada então foi bem complicado compensar, mas com a virada do bimestre, acredito que as lições aprendidas me ajudarão a não chegar a este ponto novamente.

Estudar é algo de que gosto bastante e depois de todo o nervosismo e da confusão do começo do bimestre eu estou bem mais tranquila agora. Esse mês já fiz as provas das 2 matérias que não pedi aproveitamento (Matemática e Introdução a Engenharia), ainda estou esperando para entender como será a partir do próximo bimestre.

Outra coisa importante é

Se eu acho que vale a pena estudar a distância? A qualidade do seu aprendizado vai depender 99,9% da sua disciplina e interesse. Os professores que dão as aulas na UniVesp, por exemplo, são professores da USP, da UNICAMP, e outras grandes universidades públicas, a diferença é que eles não estão na nossa frente para tirarmos as dúvidas. Então se você estiver disposto a dedicar muitas horas para o estudo e também tiver disciplina para tal, a flexibilidade do ensino a distância vale muito a pena. Eu, por exemplo, já precisei estudar de madrugada por conta do horário em que estava trabalhando, se fosse um curso presencial eu teria perdido essas aulas. Também consigo correr com as matérias em alguns dias de folga (quando estou com folga grande, por exemplo).

Outro benefício é que minha turma é bacana, temos um grupo no Whats app onde trocamos informações e nos ajudamos a solucionar dúvidas, o que ajuda na nossa socialização, uma vez que nos vemos pouco e no próximo semestre já teremos o desenvolvimento de um projeto.

Acredito que consegui transmitir a maioria das informações pertinentes sobre o assunto. Qualquer dúvida e opinião que vocês tenham é bem vinda e eu vou adorar conversar sobre isso com vocês. Vou aproveitar essa semaninha sem matérias para escrever um pouco para o blog, pois estou com saudade!

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sexta-feira, 23 de março de 2018

[RESENHA] O ano em que disse SIM! - Shonda Rhimes



Título: O ano em que disse SIM - Como dançar, ficar ao sol e ser a sua própria pessoa
Autora: Shonda Rhimes
Tradução: Mariana Kohnert
Editora: Best Seller (Grupo Editorial Record)
Ano da Minha Edição: 2016
Páginas: 256
Avaliação: 5 estrelas

Sinopse: Você nunca diz sim para nada. Foram essas seis palavras, ditas pela irmã de Shonda durante uma ceia de Ação de Graças, que levaram a autora a repensar a maneira como estava levando sua vida. Apesar da timidez e introversão, Shonda decidiu encarar o desafio de passar um ano dizendo sim para as oportunidades que surgiam. Os sins iam desde cuidar melhor de sua saúde até aceitar convites para participar de talk shows e discursos em público. Além disso, Shonda deu um difícil passo: dizer sim ao amor próprio e ao seu empoderamento. Em O Ano em que disse sim, Shonda Rhimes relata, com muito bom humor, os detalhes sobre sua vida pessoal, profissional e como mergulhar de cabeça no Ano do Sim transformou ambas e oferece ao leitor a motivação necessária para fazer o mesmo em sua vida.
Vou tentar escrever aqui sem dar spoiler, mas não garanto 100%, ainda assim acho que vocês deveriam ler o que achei desse livro, sério!

A EDIÇÃO: Li o livro no meu Kindle Paperwhite, o que me facilitou muito a leitura, já que qualquer minutinho era só puxar o Kindle da bolsa, ou caso estivesse sem ele, lembrar de sincronizar o livro para todos meus dispositivos e seria possível ler do celular!

RESENHA: Shonda Rhimes é praticamente uma lenda, tenho certeza que mesmo quem nunca ouviu falar dela, já ouviu falar de algum dos seus trabalhos, como Grey's Anatomy, por exemplo, que foi por onde eu conheci o nome Shonda! Pois bem, ela é um gênio, mas um gênio assustado, não gosta de aparecer, não quer ser entrevistada, não quer de forma alguma sair da sua zona de conforto. Shonda é uma mulher incrível que tem medo da vida.

Depois de uma conversa com a sua irmã mais velha ela se dá conta de de fato nunca diz sim pra nada e decide que durante um ano dirá sim para tudo que a assusta, tudo aquilo que a desafie, ela dirá SIM! Durante esse ano ela descobre muito sobre si, suas relações com as pessoas, com o mundo e com seu corpo e mente.

"Vou dizer 'sim' a tudo e a qualquer coisa que me apavore. Durante um ano inteiro. Ou até que eu morra de medo e você precise me enterrar. Ugh."

Shonda coloca em discussão questões como carreira, maternidade, feminismo, relacionamentos, amizade e uma porção de outros assuntos. E a forma como ela fala, faz com que a gente perca um pouco aquela visão de que todas as pessoas que são famosas são 100% seguras o tempo todo. Shonda tem um talento e ela sabe disso, mas ela também tem um monte de medos com os quais ela se recusa a lidar. Durante esse ano ela resolveu que não mais se esconderia do que a assustava.

E a cada vitória dela a gente vibra junto, sente que é sim possível mudar e ter a vida que queremos e merecemos. Todas as vezes em que ela disse sim (e isso não foi fácil, não veio sem que ela quisesse desistir), nós também dizemos um sim e comemoramos com ela. Isso é fascinante neste livro. As vezes vamos rir com as coisas que ela diz e as vezes vamos pensar "MEU DEUS ISSO FOI DITO PRA MIM, Shonda você não estava sozinha".

"Ninguém tem obrigação de elogiar você.
As pessoas fazem isso por bondade.
Fazem porque acreditam no elogio que oferecem.
Então, quando você nega o elogio de alguém, você está dizendo à pessoa que ela está errada. Está dizendo que ela desperdiçou tempo. Está questionando o gosto da pessoa e o bom senso dela." 

Em um determinado momento ela fala sobre sua relação com uma personagem em especial, o que a personagem representa para ela. E algumas outras coisas que ela aprendeu nesse ano, para quem assistiu suas séries (eu só assisti Greys e um pouco de How to Get Away With Murder) vai acabar reconhecendo momentos em que ela falou sobre isso através de seus personagens.

"A pose do poder da Mulher-Maravilha é quando você fica de pé como se fosse valentona - pernas afastadas, queixo erguido, mãos nos quadris. Como se fosse a dona da situação. Como se tivesse braceletes mágicos de prata e soubesse usá-los. Como se sua capa de super-heroína estivesse oscilando ao vento, atrás de você."


E ah, não é um livro só contando coisas tristes sobre a vida dela ou então sobre como é super fácil você superar todos seus medos e sair dizendo SIM para tudo. É um livro sobre a dificuldade de sair da zona de conforto, sobre como as vezes precisamos chegar a um ponto crítico para percebermos que precisamos de uma mudança. E mais importante: É um livro pra gente entender que nunca é tarde para começar essa mudança!

"É um dos motivos pelos quais as pessoas parecem confortáveis em pedir favores aos quais não têm direito. Elas sabem como é difícil dizer não."

O fato é que um livro diferente dos livros que eu costumo ler e eu AMEI ter começado meu ano com ele, acho que vou ler todo começo de ano porque me trouxe várias lições que eu tenho tentado aplicar na minha vida. Essa também é uma resenha diferente das resenhas que já escrevi, ainda assim eu fiz questão de postá-la mesmo tanto tempo depois de ter lido o livro porque falei dele pra um monte de gente, preciso divulgar esse livro!!!

Vocês já leram esse livro? O que acharam? Ficaram com vontade de ler? Vamos conversar sobre isso nos comentários?

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domingo, 18 de março de 2018

Sobre passar no vestibular

Quem leu aquele post no começo do ano em que eu falei das resoluções e do meu preceito vai lembrar, ou talvez não (hehe) de que eu falei sobre voltar a estudar. Já é uma vontade antiga, desde quando terminei a minha primeira graduação em Tecnologia em Polímeros lá em 2013 (quando de fato eu apresentei o TCC) eu tinha me comprometido a tirar um ano de "férias" dos estudos para focar em aprender a área que eu trabalharia já que estava iniciando em um emprego novo, onde estou até hoje. Enfim, em 2015 eu "terminei" o curso de inglês e já fazia um bom tempo que eu estava sem estudar. Até então isso estava justificado por causa dos meus problemas emocionais, crises de ansiedade e tudo relacionado a isso.



No final do ano passado eu já estava mais decidida de que estava na hora de voltar, mas ainda tinha muito medo de ir pra sala de aula e surtar com todas as responsabilidades, mesmo porque eu trabalho em escala de turno de revezamento e pra quem não sabe o que é isso eu vou resumir rapidinho aqui:

Eu tenho uma escala de dias em que vou trabalhar e vou trocando de horário em dias determinados, então as vezes estou trabalhando de manhã (das 7h as 15h), as vezes a tarde (das 15h as 23h) e as vezes durante a noite (das 23h as 7h). Eu sei quando estarei trabalhando em cada horário e isso me ajuda a me organizar para várias coisas, mas eu não fazia idéia de como seria para estudar. Se quiserem saber mais sobre meu trabalho, perguntem nos comentários, vou adorar responder!

Além disso, eu não tinha certeza ainda sobre qual curso escolher. Tudo o que sabia é que não iria para a pós agora, eu tentaria uma segunda graduação porque eu achei melhor assim. E mesmo com várias pessoas me dizendo para procurar a pós eu bati o pé que faria uma graduação. Porém qual?

Em algum momento eu comecei a ler sobre as graduações na modalidade de ensino à distância (EAD) e me lembrei de uma época em que eu achava que não fazia sentido estudar sem ser presencial e esse foi o ponto em que eu me vi vencendo um preconceito antigo. Pesquisar sobre essa modalidade de ensino me fez entender que a dedicação do aluno precisa ser muito maior do que em um curso presencial, pois se você não sentar e estudar, ninguém vai ficar falando o conteúdo da matéria para você... E isso ficou passando pela minha mente. Verifiquei quais os cursos eram ofertados e quais instituições ofereciam esses cursos, mas demorou bastante até eu decidir de fato.

Dos cursos ofertados na modalidade à distância o que mais me chamava a atenção era o de Engenharia de Produção porque em 2010 eu pesquisei sobre esse curso e achei fantástico o quanto ele é amplo. Das engenharias eu sempre gostei mais de Produção e Materiais, mas como não é possível estudar Engenharia de Materiais a distância eu fiquei com Produção.

Sobre o curso: Forma o profissional capaz de observar os processos organizacionais com visão sistêmica e integrada, de analisar e de propor soluções para questões complexas, reunindo competências que integrem formação tecnológica em Engenharia de Produção, com a formação humanística além da necessária instrumentação numérica, quantitativa e computacional, mas sempre observando o desenvolvimento sustentável das organizações.

Em dezembro um amigo me falou que a Univesp tinha aberto processo seletivo e após pesquisar sobre a Universidade eu me inscrevi. Então quando eu escrevi aquele post eu já estava inscrita para prestar o vestibular. A Univesp é uma faculdade pública do Estado de São Paulo que oferece cursos a distância. Para quem quiser saber mais, clica aqui.

Fiz a prova em janeiro depois de estudar um tanto aqui em casa (ponto pra mim que nunca tenho disciplina pra nada rs). E em fevereiro saiu o resultado com a notícia de que eu fui aprovada! Fiquei super feliz porque isso veio numa semana em que eu precisava mesmo de boas notícias.

Eu estou bem confiante de que vai ser importante pra mim estudar nessa modalidade, utilizando tecnologia para aprender e principalmente desenvolvendo minha organização e disciplina, que são metas antigas ai para meu aperfeiçoamento como pessoa! Então é isso, vou estudar Engenharia de Produção na modalidade EAD. E o mais legal, em uma universidade pública, que além de trazer qualidade de ensino devido as "parcerias" com as outras universidades públicas do Estado (USP, UNICAMP, UNESP), também tem o fator econômico envolvido, o que também pesou na decisão de me inscrever para o vestibular.

Já comecei o curso e em breve eu volto contando o que estou achando disso tudo e falando mais sobre a experiência de estudar à distância. Só queria dividir a novidade mesmo e dizer que as coisas estão caminhando e eu estou FELIZ, como eu não me sentia há algum tempo. Achei que seria importante escrever aqui.

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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Sofrer por amor só é bonito na poesia

Um dia nascemos... E não demora muito até chegar o dia em que seremos apresentados a alguma história de amor, seja em forma de um conto de fadas, uma música, um livro, um filme... E na maioria delas encontraremos um fator em comum: alguém que sofre por amor durante quase toda a trama antes de encontrar seu final feliz que normalmente se dá com a pessoa amada.

Parece uma bobagem, mas isso tem um poder gigante na forma como nos relacionaremos no futuro. Porque somos alimentados com essa ilusão de que o amor precisa ser difícil para valer a pena, de que é completamente normal que haja sofrimento quando há amor. O amor não deve ser motivo de lutas e batalhas, não para conquista-lo. Se uma pessoa não estiver disposta a te amar, ela não vai, não importa o tamanho da sua dedicação, não adianta lutar, esbravejar...


Só que somos criados acreditando que as histórias de amor necessitam de todo esse drama e isso nos faz sofrer sem necessidade. O amor não tem que ser difícil, não precisa ser fonte de sofrimento. Já vi muita gente "olhando torto" para o relacionamento alheio por achar que tudo tinha sido muito fácil então com certeza algo estava errado, mas se olhássemos para a história daquela pessoa veríamos que ela estava lutando uma batalha perdida por acreditar que para se viver uma história de amor é necessário um monte de lágrimas.

Eu demorei quase toda a vida para entender que o amor não é algo para se lutar por ele. A gente não pode lutar pelo amor de ninguém. Nós não precisamos ficar mendigando o amor de ninguém. Sério! Vamos parar! Eu tenho um histórico de drama e de situações em que eu achei que o amor era algo que demandava uma luta, uma batalha... Um dia eu percebi que não era não.

O amor é algo que a gente entrega ao outro e algumas vezes temos sorte e recebemos amor de volta. Mas isso é espontâneo, acontece. O amor é uma questão de encontro. Encontro de almas, de corpos, de corações tanto na forma poética, quanto na forma literal, pois afinal o que é um abraço se não um encontro de corações? Amar é fácil porque é. Se estiver muito difícil é porque algo está errado.

Photo on Foter.com

Haverá momentos em que nosso amor não será correspondido? SIM! Mas como lidaremos com isso é que irá determinar o fim do nosso sofrimento, ou não. Dói ter um amor não correspondido, dói ver uma relação acabar... Mas não precisa doer para sempre, não precisamos sofrer até o fim dos nossos dias só para afirmarmos a veracidade do amor que sentíamos... O que nos faz sofrer é a dificuldade em abrir mão das coisas, das pessoas, das relações e tudo que está envolvido, temos muita dificuldade em assumir que algo terminou ou que sequer terá chance de começar. Temos medo de encarar essa realidade e nos cobrimos com a ilusão de que se não for difícil então não é de verdade.

Quem não quer viver uma história de amor, afinal? Não é uma regra, mas no geral se pudermos viver uma história de amor, nós queremos sim. Só que sentir vontade de conhecer alguém, se apaixonar e viver uma história não significa que devemos ter medo de ficar sozinhos. Quando aprendemos a valorizar nossa própria companhia, aprendemos a dosar então a energia que dedicaremos ao outro e com isso a forma como vamos lidar com a rejeição, com os fins. E o fim nem sempre significa que as coisas não foram verdadeiras, porque algumas vezes elas não eram para ser para sempre mesmo. Lembra daquela história de "que seja eterno enquanto dure"? Então, essa é a idéia!

Não faz sentido que o sentimento mais bonito que existe venha acompanhado de tanta dor. Precisamos parar de nos enganar com essa conversa. O amor tem que ser fácil, sim! Sofrer por amor só é bonito na literatura e no cinema, porque é ficção. Na vida real não precisamos disso, podemos ter uma vida mais simples e cheia de amor de verdade. Vamos deixar de lado essa ideia de que precisamos sofrer um monte pra alcançar a felicidade?

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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Por que escrevo?

Quando eu escrevo é pra trazer leveza pra alma que as vezes não aguenta o peso do mundo, já que eu teimo em querer levar todo ele nos meus braços. Escrevo pra trazer meu sorriso de volta ou então deixar que meus olhos escorram toda a tristeza para fora. Quando a vida não cabe mais dentro de mim eu coloco pra fora, no papel, na tela, no mundo.

Eu escrevo para falar de amor, da dor e de qualquer coisa que esteja enchendo os meus dias enquanto eles passam. Pra dividir as lembranças, pra eternizar. Eu escrevo para não esquecer. Para lembrar de quem fui, do que tive e pelo que passei, para ser grata, para sentir saudade.


Falando em saudade... Como eu tenho saudade das cartas, as de amor, as de despedida, as cartas que escrevi e sequer enviei... Cartas para os amores que ainda não vivi e talvez eu nem viva. Cartas para os amores que se foram, que deixaram um infinito de sentimentos que eu não tive a oportunidade de dizer, eu escrevi... Mas não enviei. Quem sabe um dia?

Eu escrevo pra espalhar o bem, para dividir sentimentos que talvez possam ajudar outras pessoas. Escrevo para distribuir cor e sorriso. Por vezes eu vou reclamar, vou resmungar e quem lê pode até me ouvir, mas logo em seguida, com o coração mais leve eu posso me erguer e tocar a vida pra frente e isso vai ser perceptível no que eu escrever em seguida.

As vezes eu invento, escrevo histórias inventadas para me distanciar da minha realidade quando esta me sufoca. O que escrevo é honesto, mas nem sempre baseado em fatos reais. É assim que funciona. Por vezes misturo ficção e realidade, outras trago apenas uma coisa ou outra. É como eu me comunico.

É como uma pintura, mas com letras, palavras, parágrafos, meus cadernos, o meu monitor são minhas telas. Eu escrevo para não sufocar com as palavras porque na maioria das vezes a minha boca é incapaz de transmitir a imensidão que transborda de dentro de mim.

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quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Um preceito e algumas resoluções para 2018.

2018 chegou e como sempre essa idéia da virada do ano nos enche de sentimentos de renovação, de novas esperanças e é ótimo que isso aconteça porque no fim de um ano sempre estamos de certa forma cansados e parece que com a mudança do ano recebemos uma carga de energia que nos permitirá alcançar nossos planos.

Já disse por aqui que acabo encarando o início de um novo ano somente quando faço aniversário, ainda assim não ignoro a importância da passagem de um ano do calendário para o próximo.

Hoje quero conversar sobre minhas resoluções para 2018 e também a escolha de um preceito para o ano que chega.


Esse ano minha lista parece um pouco maior, mas como vocês verão é porque eu optei por repetir as metas que considerei importantes para o meu desenvolvimento durante este ano que chega, ou porque preciso desenvolvê-las melhor. Assim como no ano passado, me preocupei muito mais com o meu desenvolvimento como ser humano e minha saúde mental por acreditar que trabalhando nesses pontos eu conseguiria alcançar qualquer coisa que eu me propusesse a fazer.

Antes de falar sobre as metas em si, vou contar sobre o preceito escolhido para nortear o meu ano. Em algum momento no ano passado eu assinei a newsletter do Eu Organizado, que é o site/blog da Ana, onde ela dá dicas de organização e muitas outras coisas. Na Newsletter ela propõe exercícios para nos organizarmos e conseguirmos realizar nossos objetivos, porém ela faz isso de uma forma que parece que estamos conversando com uma amiga enquanto tomamos uma xícara de chá e comemos um pedaço de bolo (e eu disse isso a ela). No primeiro e-mail que recebi esse ano (dia 1), ela sugeriu 2 exercícios. Um deles eu ainda preciso fazer, mas até o final da semana desenrolo isso... O outro era escolher uma frase estrela-guia para 2018. A idéia me pareceu incrível e me lembrou muito dos preceitos do Sr Browne, o professor do August, em Extraordinário (que é um livro que eu deveria ter resenhado e tem um filme que foi muito bem adaptado, portanto leiam E assistam, ok?), por isso acabei chamando de preceito.

Passei o primeiro dia do ano pensando qual seria meu preceito, baseado nas metas que eu já havia escrito, anteriormente... Cheguei a conclusão de que considerando meu histórico de ver algo dar errado e achar que é o fim do mundo, querer desistir de tudo, um ótimo preceito seria seguir os ensinamentos da Dory, de Procurando Nemo e foi assim que decidi que meu preceito seria "Continue a nadar", porque afinal é isso, não é? Só precisamos respirar, retornar para o caminho (ou encontrar um novo) e continuar nadando. Então esse vai ser meu preceito, lema, minha frase estrela-guia, chamem como preferirem.



Dadas as primeiras explicações, vamos falar sobre as "metas" que escolhi para esse ano:

Agradecer mais, reclamar menos. Nós já falamos sobre isso durante o ano passado e eu assumi publicamente que sou uma pessoa que reclama, que faz drama, que acha que o mundo vai acabar porque algo não está como eu gostaria. Reconhecer já significa algo, não é? Comecei o ano pensando em coisas pelas quais sou grata e já pensei muito sobre o assunto, acho que vai render até um post aqui! YAY! Porém me comprometo a melhorar nesse aspecto em 2018 porque preciso, porque quero e porque sim!

Cuidar mais e melhor da minha saúde mental. Essa é outra meta que se repete, me comprometi a levar os assuntos difíceis pra terapia e espero que eu consiga de fato fazer isso. Também quero muito melhorar minhas habilidades em descobrir quando estou colocando mais energia do que necessário em alguma coisa/situação e aprender a dosar. Não vou me estender porque vocês já conhecem as idéias por trás dessa meta.

Continuar trabalhando no projeto de ser uma pessoa melhor. Melhoria contínua. Essa deveria ser uma meta universal e acredito que ela vai me acompanhar pra sempre!

Passar menos tempo online. To falando do celular mesmo, porque eu não fico muito na internet no computador. Eu preciso muito muito muito desconectar porque internet demais tem me feito mal, emocionalmente falando e também quando penso na quantidade de coisas que eu poderia ter feito e não fiz porque estava fazendo nada no celular, apenas rolando uma timeline. Terminei 2017 com 2 semanas sem entrar no facebook, além disso passei alguns dias com o celular no silencioso para não entrar em desespero todas as vezes que chegava alguma notificação, aliás, desativei as notificações de alguns aplicativos. A experiência já me deu alguns resultados positivos, mas vamos continuar acompanhando. Vou tirar um dia essa semana para entrar no facebook pelo computador e dar uma olhada nas notificações, mas depois vou fechar a janela e voltar para as coisas que preciso fazer.

Desenvolver minha disciplina. A questão do celular entra aqui também, mas já explico porque coloquei separado. Tudo na vida envolve disciplina, dosagem de energia, etc. E eu não sou muito boa nisso. Eu não deixo de cumprir com as minhas obrigações por não ser uma pessoa disciplinada, mas várias vezes eu cheguei no trabalho morrendo de sono porque fiquei enrolando no celular na hora de dormir, por exemplo. Além disso, minha falta de disciplina diminui meus momentos de lazer. Eu melhorei um pouco no ano passado quando consegui ir pra academia pelo menos 2 vezes por semana, mas eu quero mais. Eu quero estudar, quero postar no blog, quero dormir melhor, quero ler mais, quero ir mais pra academia e também realizar as minhas metas do 101 em 1001 e muitas delas dependem só de eu ter disciplina, quero sentar uma vez por semana e de alguma forma planejar a semana, inclusive comprei um planner e dessa vez eu pretendo ter disciplina para usá-lo.

Momento contemplativo


Melhorar meus hábitos de sono. Por que é que isso virou uma meta? Porque eu durmo mal, muito mal mesmo. Bem, eu tenho uma desculpa. Eu trabalho em turnos de revezamento, então as vezes eu estarei trabalhando em horários em que teoricamente eu deveria estar dormindo (tipo as 7 da manhã hahaha, brincadeira 😛), como quando trabalho das 23h as 7h, porém quando eu estou de folga, trabalhando de manhã ou até mesmo quando saio do trabalho as 23h eu gostaria muito de ter uma noite de sono com uma quantidade de horas que me permita não ficar destruída no outro dia. Mesmo acreditando que com a redução do tempo no celular isso vai melhorar, eu precisei determinar que seria uma meta, porque se eu relaxar eu vou ter lá um lembrete de que estou relaxando com uma meta que escolhi pro ano e isso deve me fazer mudar de postura.

Voltar a estudar. Eu terminei a faculdade em 2013, o curso de inglês em 2015 e desde então eu estou falando que vou voltar a estudar e continuo falando, porém não voltei. Não fiz nem um curso, nada. Até o ano passado eu entendi que provavelmente seria melhor assim já que dediquei quase toda minha energia em entender e trabalhar para levar minha ansiedade a níveis razoáveis e nesse processo eu concordei que voltar a estudar seria algo perigoso, já que provavelmente eu não daria conta do desgaste emocional envolvido. Estudar é desgastante. É gratificante? Sim, muito, mas é desgastante pra caramba e eu já estava com o emocional todo cagado, seria um tanto quanto irresponsável comigo me meter num negócio que provavelmente eu não daria conta e só me deixaria pior. Esse ano eu acredito que consigo. Não sei se vou conseguir começar a segunda graduação, mas posso pelo menos começar a estudar um idioma.

Passar mais tempo com gente que me faz bem. Em 2017 eu me senti muito afastada das pessoas que eu gosto, embora eu tenha pelo menos 1 vez por mês passado algum tempo com amigos, eu me senti sozinha em muitos momentos. Ano passado eu trabalhei muito, mas isso não deveria me afastar das pessoas. Além disso, é gratificante, delicioso estar na companhia de alguém que nos faz bem. E é isso que eu quero para esse ano, ter pessoas de luz perto de mim, gente que me faz rir, que compartilha comigo, que quando eu dou tchau eu fico pensando "nossa, quando vamos fazer isso de novo?" Não tenho um milhão de amigos, mas tenho amigos maravilhosos e quero sim passar mais tempo com essas pessoas.

Essas são as minhas metas para esse ano novinho que começou essa semana. Estou feliz com as coisas que escolhi e espero que tanto eu quanto vocês sejamos fortes para alcançarmos nossos objetivos. E que não nos falte saúde, amor e todas as coisas essenciais durante esse ano novo!

Quais foram suas metas para esse ano? Vamos conversar sobre isso?

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