quinta-feira, 20 de julho de 2017

A ansiedade e eu, uma história real.

Veio uma onda de calmaria e então o caos... A Ansiedade tomou conta e jogou tudo pela casa. Eu não sei porque ainda me iludo que ela vai embora e me dá férias já que ela sempre volta, fica na espreita, esperando um momento oportuno para dar o bote.



Quando ela chega não tem pra ninguém, me rouba a respiração, coloca meu coração a bater de forma acelerada e me faz acreditar que eu vou morrer. SIM, a sensação é de que vou morrer a qualquer momento, ela faz com que viver seja dolorido. E não preciso de nada muito sério para trazer essa antiga conhecida para meu ombro, qualquer coisa pode ser um gatilho... Uma discussão com alguém, um evento importante, uma decisão a tomar ou até mesmo a falta do que fazer... Tudo está bem e de repente não está mais.

Os últimos meses foram marcados por uma sucessão de crises. Hoje, apesar de eu ainda ter dificuldades para levar tudo isso para a terapia, já consegui alguns avanços e algumas vezes já consigo identificar a crise e trabalhar com ela para fazer alguns dos efeitos cessarem, porque honestamente eu já achei que ia morrer por causa de uma apresentação. Eu sentia que não conseguia respirar e até hoje não sei dizer se de fato eu não estava respirando. O problema é que a minha ansiedade faz com que eu continue sabotando a terapia e fugindo de certos assuntos. Meu esforço hoje é tentar entende-la para então conseguir diminuir os efeitos que ela causa em mim.

A Ansiedade também me dá uma sensação de solidão porque na maioria das vezes as pessoas têm dificuldade de entender o que está acontecendo... Elas não conseguem entender que em algum lugar eu entendo que o mundo não vai acabar porque preciso tomar uma decisão, mas naquele momento minha cabeça e todo o meu corpo estão reagindo como se eu estivesse prestes a enfrentar um apocalipse zumbi. É difícil explicar porque eu estou desmarcando um compromisso, contar que meu corpo está praticamente paralisado e eu não vou me sentir bem na rua... Eu não quero colo, eu não quero ser mimada, eu quero apenas empatia para não me sentir pior, não me sentir culpada pelas coisas que eu sinto, porque muitas vezes essas crises criam um looping bizarro onde eu fico mais ansiosa ainda porque estou ansiosa.

A cabeça fica uma loucura, não descansa porque não consigo parar de pensar, planejar, me preocupar com tudo. Então eu estou constantemente cansada, o que me faz não querer sair, não querer escrever, me deixa sem dormir. Tem dias em que eu só quero ficar deitada, vendo filme, série ou apenas procrastinando enquanto tenho mundos de coisas para fazer, logo eu que sempre fui tão responsável. Estou tentando meditar, ainda estou começando com isso e tem me ajudado para dormir. Baixei um aplicativo ótimo que tem um exercício de meditação para dormir e quando lembro, eu pratico. Além disso ele tem outros recursos que estou conhecendo aos poucos.

Escrever é um refúgio, mas nessas últimas crises eu não tive disposição, tranquilidade e muito menos vontade de vir aqui e escrever sobre nada. Tenho vários posts iniciados que abandonei por dificuldade de conectar as ideias e  e pretendo terminar boa parte deles, mas vai ser em um ritmo lento porque as coisas foram bastante turbulentas e eu ainda estou juntando os pedacinhos para voltar. Não desistam de mim rs. Conversar com vocês é algo que eu aprecio e que me faz bem... Então para ficar claro, o blog não acabou. Ele só ficou esperando eu me sentir bem para voltar.

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