D&B: Nem sempre eu sei sobre o que falar

Uma das missões do D&B essa semana é escrever um texto inspirado em algo que outro guardião escreveu. Eu estou absurdamente atrasada com as leituras, e esses dias decidi abrir a página de pergaminhos e ir lendo os textos que os guardiões publicaram na ordem, então ontem eu terminei os textos do dia 2 rs. Foi assim que eu parei no texto do Thiago, do blog do Th. Ele fala sobre a dificuldade de encontrar assunto para postar. E eu, que tenho um blog chamado Inventando Assunto, também tenho encontrado esse problema (Já fiz essa piada).

Eu achei que seria muito difícil encontrar tempo para escrever, mas no final das contas eu estou aprendendo a aproveitar todo e qualquer minutinho livre pra abrir o editor do celular mesmo e escrever algumas linhas. Alguns posts demoraram o dia todo para serem escritos, mas foram. Algumas coisas foram negligenciadas no caminho para que eu pudesse estar aqui presente todos os dias (o que nem era a proposta inicial, mas eu estou amando). Ainda assim, tenho encontrado espaços na minha rotina caótica para preencher pergaminhos com o objetivo de salvar a blogosfera rs.

O problema é que tem dia que não sei sobre o que escrever e caio no dilema de não querer escrever qualquer coisa só para cumprir tabela versus querer me expressar de maneira mais livre. Sinto que por mais que o blog seja um hobby, muitas vezes eu quero que as coisas sejam perfeitas por aqui: as melhores fotos, a melhor edição, o maior texto, e tudo o melhor, o melhor e o mais top e o mais impecável, quando no final das contas quem me lê aqui, só quer saber o que eu estou fazendo, o que eu estou pensando... Não está tão preocupado com o tamanho do texto não.

Uma outra coisa que eu estou tentando internalizar aqui é que o BEDA tem sido uma oportunidade de testar formatos e explorar territórios onde eu nunca ousei caminhar. Consegui resgatar alguns rascunhos antigos aqui que eu não sei por que não tinha postado, já que eram coisas boas, voltei a postar meus poemas e eu sei que tem mais poesia perdida no fundo da minha mochila e elas surgirão para ver a luz nos próximos dias. E eu também vou poder usar a desculpa da "falta de tempo" para não poder enrolar demais polindo uns textos que eu quero postar, mas que estava enrolando porque queria fazer uma coisa esplendorosa.

Eu só preciso escrever, recuperar minha escrita que ficou guardada por motivos que hoje nem sei dizer quais foram.

É difícil, principalmente considerando que meu blog não tem uma agenda pré-estabelecida. Nunca teve. Estou de alguma maneira criando isso agora, experimentando. Mas é muito difícil saber sobre o que falar, porque não acho minha vida tão interessante assim, embora ela seja o suficiente. Tenho algumas ideias de post que quero deixar adiantados para quando não houver assunto (ou tempo). E nessa eu vou aprendendo algumas coisas importantes:

  • Priorizar o que faz meu olho brilhar
  • Observar o que acontece ao meu redor
  • Aproveitar as oportunidades para contar minhas histórias

E vai ter dia em que o post vai ser sim alguma ideia absurda que vai parecer que não faz sentido, mas que depois vai fazer porque o sentido de tudo isso aqui é eu me expressar e conversar com quem lê o que eu escrevo. O Thiago escreveu uma coisa que é muito verdade, eu concordo com isso, mas eu acabo esquecendo frequentemente:

Essa é uma das coisas que mais gosto nos blogs pessoais. A liberdade de escrever sobre algo importante numa segunda-feira e, na terça, publicar um texto inteiro sobre o pão de queijo da padaria do bairro. Os dois assuntos fazem parte da vida e merecem seu espaço.

E é sobre isso, esse blog é um blog pessoal, é onde a minha pessoa se manifesta melhor na internet. Logo, tudo é assunto. TUDO pode virar um post. E é assim que vou construindo um hábito, perdendo medos e mantendo esse blog vivo.


Esse post faz parte da campanha de D&B: Os Guardiões da Blogosfera (o BEDA do Entreblogs), estou participando da Jornada do Patrulheiro com a personagem Anya Blume (mas eu vou tentar me meter a herói, eu me conheço).


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