D&B: Eu realmente não posso (e nem quero) mudar as pessoas

Para a última missão do BEDA (eu ainda não acredito que cheguei até aqui). Eu vou trazer uma postagem muito importante pra mim e contar o que aconteceu de lá pra cá. Estamos falando desse post aqui, onde eu compartilhei algumas coisas que aprendi depois de um período muito difícil que eu passei com uma pessoa do meu convívio.

~uma foto no metrô de Paris~


Desse episódio eu entendi que não poderia mudar as pessoas. Porque, basicamente, eu tinha passado quase um ano incomodada com o comportamento do colega e ao invés de resolver o meu problema eu adoeci porque eu queria que ele se comportasse como eu achava correto.

Eu fui muito sincera nesse post e até um pouco rígida comigo nessa situação porque eu deixei tudo me afetar de uma maneira tão intensa que acabei me perdendo e acredito que esse dois posts são quase como uma série.

Eu não tenho mais tanto convívio com essa pessoa, a gente precisa conviver de vez em quando e ele continua sendo uma pessoa com comportamentos que eu não concordo, mas hoje isso não me incomoda mais. Eu consigo estar no mesmo ambiente, interagir com ele, mostrar meus limites e não deixar o comportamento dele me atingir.

Mas depois de amadurecer e fazer muita terapia, eu entendi que a vida segue, e que eu posso me irritar por um milhão de coisas, mas preciso processar meus sentimentos de uma maneira saudável, preciso separar o que eu posso de fato mudar ou melhorar e, sendo muito realista aqui, a gente não muda as pessoas, são elas que precisam escolher mudar. Eu mudei. Eu não abri mão dos meus valores e da minha ética, eu só parei de esperar que outras pessoas vivam seguindo os meus valores e a minha ética

Eu firmei o compromisso de me preocupar apenas com minha vida, eu falo da vida em seu sentido mais amplo. Me comprometi a mudar minha postura frente às coisas que não concordo e caso isso não esteja prejudicando ninguém eu simplesmente não vou me envolver emocionalmente com coisas que não mereçam tanto gasto de energia. Serei racional. Estou aprendendo meus limites e finalmente entendi que não tenho a obrigação de resolver todos os problemas do mundo, muito menos de mudar as pessoas. Eu posso sim alertar alguém no caso de a pessoa estar fazendo algo que não seja correto eticamente ou que possa prejudicar outras pessoas, porém cabe a essa pessoa mudar de postura ou não e eu não tenho que sofrer por isso, porque o outro irá continuar vivendo sua vida tranquilamente enquanto eu estou chorando oceanos e deixando de viver e aproveitar as coisas boas da vida.
E no fim é bem sobre isso, enquanto eu adoeci, todo mundo estava vivendo normalmente e se divertindo e nem um pouco preocupado com o fato de que as atitudes estavam me machucando. E eu nem posso dizer que a forma como agiram comigo foi intencional, que tenha sido para me prejudicar, mas eu fiquei tão obcecada por como eu acreditei que o outro deveria agir que deixei a situação me afetar de uma maneira extremamente emocional.

2016 foi um ano engraçado. Eu vivi um sonho, fui pra Disney e foi incrível, mas eu passei por tanta coisa que me machucou, eu tive que aprender a me curar de muitas formas e escrever foi uma delas. Esses textos fizeram parte do meu processo de cura. Eu posso dizer que passei por um estirão do amadurecimento em 2016.

Eu ainda vou aconselhar alguém que eu goste, ajudar a pessoa se eu achar que ela está com alguma atitude que possa prejudicá-la ou aos outros. Mas eu faço isso sem me envolver e também faço até onde é saudável pra mim, afinal, eu preciso cuidar da minha vida, da minha cabeça e resolver minhas coisas que não são poucas rs. Eu preciso, as vezes me lembrar onde estão meus limites também.

Esse post faz parte da campanha de D&B: Os Guardiões da Blogosfera (o BEDA do Entreblogs), estou participando da Jornada do Patrulheiro com a personagem Anya Blume (mas eu vou tentar me meter a herói, eu me conheço). 



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