Existe um universo em mim

Esse último mês foi intenso (tanto que estou surpresa de já estar voltando).Eu fiz uma coisa que eu não imaginei nunca que eu conseguiria fazer. Eu escrevi por 31 dias. Mesmo quando eu achei que não tinha o que falar, eu abri o editor do blog e simplesmente uma ideia surgiu. Ou eu consegui aproveitar algum rascunho que por algum motivo que eu não lembro, estava ali parado.

Dresden - Alemanha

Durante todos esses posts e tanto assunto que apareceu eu fiquei pensando sobre todas as coisas que eu sei, que eu penso e que eu sinto. Eu sou várias coisas que, com certa frequência, eu me esqueço porque a rotina esmaga quase tudo o que a gente tem que foge da força de trabalho. E ai eu, muitas vezes, sinto que não sei quem eu sou, ou que não sou legal o suficiente... Sei lá, um monte de inseguranças que eu não sei de onde vem.

De uns tempos pra cá eu venho em um processo de resgate de mim. Das coisas que me fazem ser eu. E voltar para o blog foi uma das coisas que mais surtiu efeito nesse movimento todo. Eu sou uma mulher que escreve, que escreve pra se curar, escreve pra se expressar, pra compartilhar, pra ser. Escrevo pra existir em um mundo onde quase tudo é sobre imagem, então eu coloco as palavras pra me representar.

Eu sou bailarina. E hoje eu sinto que a relação mais esquisita que eu tenho é com a minha bailarina... Eu nunca lembro dessa minha parte quando preciso falar de mim. Aos poucos estou me reconectando com essa menina que dança e que se sente feliz no palco (apesar de ficar mega insegura), que precisa se lembrar do que é capaz pra poder se dedicar mais também.

Sou artesã, embora eu não ganhe dinheiro com isso, e honestamente, acho que nem quero ganhar. Mas eu sei que essa é uma parte importante também. Quanto mais próxima eu estou dessas partes minhas, mais feliz eu me sinto.

A dança, a escrita, a arte, o meu trabalho, que também faz parte desse monte de coisas que me representa, são como vários mundos coexistindo dentro desse universo que faz de mim, quem eu sou. Todos os meus sonhos, minhas memórias, tudo isso sou eu. E eu não quero me assustar mais com tudo o que há aqui dentro. Eu quero conhecer tudo o que eu puder conhecer, eu quero viver, eu quero ser eu sem vergonha do que vão pensar, sem medo de errar, sem cobranças sem sentido. Apenas fazer minhas coisinhas e aproveitar o que a vida me entregar de volta. 

Comentários

back to top